ESTÂNCIAS TRADUZIDAS COM COMENTÁRIOS DO LIVRO SECRETO DE DZYAN.

Em tempos primordiais, uma donzela, Formosa Filha do Éter, Passou por eras sua existência Na grande extensão do Céu, ........... Em tempos primordiais, uma donzela, Formosa Filha do Éter, Passou por eras sua existência Na grande extensão do Céu,

...........

Setecentos anos ela vagou, Setecentos anos ela laborou, Antes que seu primogênito fosse dado à luz.

...........

Antes que uma formosa pata descendo, Apressa-se rumo à mãe-das-águas.

...........

Levemente sobre o joelho ela pousa, Encontra um ninho apropriado, Onde depositar seus ovos em segurança, Deposita seus ovos dentro, à vontade, Seis, os ovos de ouro ela os põe, Então um Sétimo, um ovo de ferro . . . . ."

(Kalevala, Runa I.)

ESTÂNCIAS DO LIVRO DE DZYAN

ANTROPOGÊNESE NO VOLUME SECRETO.

(EXTRATOS VERBATIM.)

I.

1. O LHA QUE FAZ GIRAR A QUARTA É SUBORDINADO AO LHA DOS SETE, ELES QUE GI RAM CONDUZINDO SUAS CARROÇAS EM TORNO DE SEU SENHOR, O OLHO ÚNICO.

SEU SOPRO DEU VIDA AOS SETE; DEU VIDA AO PRIMEIRO.

2. DISSE A TERRA:—"SENHOR DA FACE RADIANTE; MINHA CASA ESTÁ VAZIA . . . . ENVIA TEUS FILHOS PARA POVOAR ESTA RODA.

TU ENVIASTE TEUS SETE FILHOS AO SENHOR DA SABEDORIA. SETE VEZES ELE TE VÊ MAIS PRÓXIMO DE SI MESMO, SETE VEZES MAIS ELE TE SENTE.

TU PROIBISTE TEUS SERVOS, OS PEQUENOS ANÉIS, DE CAPTURAR TUA LUZ E TEU CALOR, TUA GRANDE BOUNTY DE INTERCEPTAR EM SUA PASSAGEM.

ENVIA AGORA A TEU SERVO O MESMO."

3. DISSE O "SENHOR DA FACE RADIANTE":—"ENVIAR-TE-EI UM FOGO QUANDO TUA OBRA FOR INICIADA.

LEVANTA TUA VOZ A OUTROS LOKAS; APELA A TEU PAI, O SENHOR DO LOTO, POR SEUS FILHOS . . . . TEU POVO ESTARÁ SOB O DOMÍNIO DOS PAIS.

TEUS HOMENS SERÃO MORTAIS. OS HOMENS DO SENHOR DA SABEDORIA, NÃO OS FILHOS LUNARES, SÃO IMORTAIS.

CESSA TEUS LAMENTOS.

TUA SÉTIMA PELE AINDA ESTÁ SOBRE TI . . . . NÃO ESTÁS PRONTA.

TEUS HOMENS NÃO ESTÃO PRONTOS."

4. APÓS GRANDES CONVULSÕES, ELA LANÇOU FORA SUAS VELHAS TRÊS E VESTIU SUAS NOVAS SETE PELES, E PERMANECEU EM SUA PRIMEIRA.

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II.

5. A RODA GIROU POR MAIS TRINTA CRORES.

CONSTRUIU RUPAS: PEDRAS MOLES QUE SE ENDURECERAM; PLANTAS DURAS QUE SE AMOLECERAM.

VISÍVEL DO INVISÍVEL, INSETOS E PEQUENAS VIDAS.

ELA AS SACUDIU DE SUAS COSTAS SEMPRE QUE INVADIAM A MÃE.

Nem todo verso é traduzido literalmente.

Uma perífrase é às vezes usada por clareza e inteligibilidade, onde uma tradução literal seria totalmente ininteligível.

A DOUTRINA SECRETA.

. . . . APÓS TRINTA CRORES ELA SE VOLTOU.

E LA DEITOU-SE DE COSTAS; DE LADO . . . E LA NÃO CONVOCARIA FILHOS DO C ÉU, NÃO PEDIRIA FILHOS DA S ABEDORIA . E LA CRIOU DE SEU PRÓPRIO SEIO . E LA EVOLUIU HOMENS-ÁGUA, TERRÍVEIS E MAUS.

6. OS HOMENS-ÁGUA TERRÍVEIS E MAUS ELA MESMA CRIOU DOS RESTOS DE OUTROS, DA ESCÓRIA E DO LIMO DE SUA PRIMEIRA, SEGUNDA E TERCEIRA, ELA OS FORMOU.

OS D HYANI VIERAM E OLHARAM —OS D HYANI DO B RILHANTE P AI-M ÃE, DAS REGIÕES BRANCAS VIERAM, DAS MORADAS DOS M ORTAIS I MORTAIS.

7. DESCONTENTES ELES FICARAM.

NOSSA CARNE NÃO ESTÁ LÁ.

NENHUM R UPA ADEQUADO PARA NOSSOS IRMÃOS DA Q UINTA.

N ENHUMAS MORADAS PARA AS VIDAS.

Á GUAS PURAS, NÃO TURVAS, ELES DEVEM BEBER.

S EQUEMO-LOS .

8. AS CHAMAS VIERAM.

OS FOGOS COM AS FAÍSCAS; OS FOGOS NOTURNOS E OS FOGOS DIURNOS.

ELES SECARAM AS ÁGUAS ESCURAS E TURVAS.

C OM SEU CALOR ELES AS EXTINGUIRAM.

OS L HAS DO ALTO, AS L HAMAYIN DE BAIXO, VIERAM.

ELES MATARAM AS FORMAS QUE ERAM DE DUAS E QUATRO FACES.

ELES LUTARAM CONTRA OS HOMENS-CABRA, E OS HOMENS COM CABEÇA DE CÃO, E OS HOMENS COM CORPOS DE PEIXE.

9. M ÃE-ÁGUA, O GRANDE MAR, CHOROU.

E LA SE ERGUEU, ELA DESAPARECEU NA L UA QUE A HAVIA ELEVADO, QUE A HAVIA DADO À LUZ.

10. QUANDO ELES FORAM DESTRUÍDOS, A M ÃE-T ERRA PERMANECEU NUA.

E LA PEDIU PARA SER SECADA.

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III.

11. O S ENHOR DOS S ENHORES VEIO.

D O SEU CORPO ELE SEPAROU AS ÁGUAS, E ISSO FOI O C ÉU ACIMA, O P RIMEIRO C ÉU.

12. OS GRANDES C HOHANS CONVOCARAM OS S ENHORES DA L UA, DOS CORPOS AÉREOS.

"TRAZEI HOMENS, HOMENS DE VOSSA NATUREZA.

D AI-LHES SUAS FORMAS INTERIORMENTE.

E LA CONSTRUIRÁ REVESTIMENTOS EXTERIORMENTE.

M ACHOS-FÊMEAS ELES SERÃO. S ENHORES DA C HAMA TAMBÉM . . . "

13. ELES FORAM CADA UM PARA SUA TERRA DESIGNADA: SETE DELES, CADA UM PARA SUA SORTE.

OS S ENHORES DA C HAMA FICAM PARA TRÁS.

ELES NÃO QUISERAM IR, NÃO QUISERAM CRIAR.

AS S LOKAS DE "D ZYAN"

IV.

14. AS SETE HOSTES, OS "S ENHORES NASCIDOS DA VONTADE," IMPELIDOS PELO ESPÍRITO DOADOR DE VIDA, SEPARARAM HOMENS DE SI MESMOS, CADA UM EM SUA PRÓPRIA ZONA.

15. SETE VEZES SETE S OMBRAS DOS FUTUROS HOMENS NASCERAM, CADA UMA DE SUA PRÓPRIA COR E ESPÉCIE.

C ADA UMA INFERIOR AO SEU PAI.

OS P AIS, OS SEM OSSOS, NÃO PUDERAM DAR VIDA A SERES COM OSSOS.

SUA PROGÊNIE ERA B HUTA, SEM FORMA NEM MENTE.

PORTANTO SÃO CHAMADOS DE C HHAYA .

16. COMO NASCEM OS M ANUSHYA? OS M ANUS COM MENTES, COMO SÃO FEITOS? OS P AIS CONVOCARAM EM SEU AUXÍLIO SEU PRÓPRIO FOGO; QUE É O FOGO QUE ARDE NA TERRA.

O E SPÍRITO DA T ERRA CONVOCOU EM SEU AUXÍLIO O F OGO S OLAR.

ESSES TRÊS PRODUZIRAM EM SEUS ESFORÇOS CONJUNTOS UM BOM R UPA.

ELE PODIA FICAR DE PÉ, ANDAR, CORRER, RECLINAR-SE OU VOAR.

A INDA ASSIM ERA APENAS UMA C HHAYA, UMA SOMBRA SEM SENTIDO . . . .

17. O SOPRO NECESSITAVA DE UMA FORMA; OS PAIS A DERAM. O SOPRO NECESSITAVA DE UM CORPO GROSSEIRO; A TERRA O MOLDOU. O SOPRO NECESSITAVA DO ESPÍRITO DE VIDA; OS LHAS SOLARES O RESPIRARAM EM SUA FORMA.

O SOPRO NECESSITAVA DE UM ESPELHO DE SEU CORPO; "NÓS LHE DEMOS O NOSSO", DISSERAM OS DHYANIS.

O SOPRO NECESSITAVA DE UM VEÍCULO DE DESEJOS; "ELE O TEM", DISSE O DRENADOR DAS ÁGUAS.

MAS O SOPRO NECESSITA DE UMA MENTE PARA ABARCAR O UNIVERSO; "ISSO NÃO PODEMOS DAR", DISSERAM OS PAIS.

"EU NUNCA O TIVE", DISSE O ESPÍRITO DA TERRA.

"A FORMA SERIA CONSUMIDA SE EU LHE DESSEM A MINHA", DISSE O GRANDE FOGO. . . . O HOMEM PERMANECEU UM BHUTA VAZIO E INSENSÍVEL. . . . ASSIM, OS SEM OSSOS DERAM VIDA ÀQUELES QUE SE TORNARAM HOMENS COM OSSOS NO TERCEIRO.

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V.

18. OS PRIMEIROS FORAM OS FILHOS DO YOGA.

SEUS FILHOS, OS FILHOS DO PAI AMARELO E DA MÃE BRANCA.

19. A SEGUNDA RAÇA FOI O PRODUTO POR BROTAMENTO E EXPANSÃO, O ASSEXUADO DO SEXLESS — ASSIM FOI, Ó LANOO, A SEGUNDA RAÇA PRODUZIDA.


20. SEUS PAIS FORAM OS AUTOGERADOS.

OS AUTOGERADOS, AS CHHAYAS DOS CORPOS BRILLIANTES DOS SENHORES, OS PAIS, OS FILHOS DO CREPÚSCULO.

21. QUANDO A RAÇA ENVELHECEU, AS ÁGUAS ANTIGAS MISTURARAM-SE COM AS ÁGUAS MAIS FRESCAS.

QUANDO SUAS GOTAS SE TORNARAM TURVAS, ELAS DESAPARECERAM E SE DISSOLVERAM NA NOVA CORRENTE, NA CORRENTE QUENTE DA VIDA.

O EXTERIOR DA PRIMEIRA TORNOU-SE O INTERIOR DA SEGUNDA.

A ASA ANTIGA TORNOU-SE A NOVA SOMBRA, E A SOMBRA DA ASA.

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VI.

22. ENTÃO A SEGUNDA EVOLUIU OS NASCIDOS DO OVO, A TERCEIRA.

O SUOR CRESCEU, SUAS GOTAS CRESCERAM, E AS GOTAS TORNARAM-SE DURAS E REDONDAS.

O SOL A AQUECEU; A LUA A ESFRIOU E A MOLDOU; O VENTO A ALIMENTOU ATÉ SUA MATURIDADE.

O CISNE BRANCO DA ABÓBADA ESTRELADA SOMBROU A GRANDE GOTA.

O OVO DA RAÇA FUTURA, O HOMEM-CISNE DA TERCEIRA POSTERIOR.

PRIMEIRO MASCULINO-FEMININO, DEPOIS HOMEM E MULHER.

23. OS AUTOGERADOS FORAM AS CHHAYAS: AS SOMBRAS DOS CORPOS DOS FILHOS DO CREPÚSCULO.

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VII.

24. OS FILHOS DA SABEDORIA, OS FILHOS DA NOITE, PRONTOS PARA O RENASCIMENTO, DESCERAM; ELES VIRAM AS FORMAS VULGARES DA PRIMEIRA TERCEIRA. "NÓS PODEMOS ESCOLHER", DISSERAM OS SENHORES, "NÓS TEMOS SABEDORIA." ALGUNS ENTRARAM NA CHHAYA.

ALGUNS PROJETARAM A FAÍSCA.

ALGUNS ADIARAM ATÉ A QUARTA.

DE SUA PRÓPRIA RUPA ELES PREENCHERAM O KAMA.

AQUELES QUE ENTRARAM TORNARAM-SE ARHATS.

AQUELES QUE RECEBERAM APENAS UMA FAÍSCA PERMANECERAM DESPROVIDOS DE CONHECIMENTO; A FAÍSCA ARDEU FRACAMENTE.

A TERCEIRA PERMANECEU SEM MENTE.

SEUS JIVAS NÃO ESTAVAM

AS SLOKAS DE "DZYAN"

PRONTOS.

ESTES FORAM SEPARADOS ENTRE OS SETE.

TORNARAM-SE DE CABEÇA ESTREITA.

A TERCEIRA ESTAVA PRONTA.

"NESTES HABITAREMOS", DISSERAM OS SENHORES DA CHAMA.

25. COMO AGIRAM OS MANASAS, OS FILHOS DA SABEDORIA? ELES REJEITARAM OS AUTOGERADOS.

ELES NÃO ESTÃO PRONTOS.

ELES DESPREZARAM OS NASCIDOS DO SUOR.

ELES NÃO ESTÃO BEM PRONTOS.

ELES NÃO QUISERAM ENTRAR NA PRIMEIRA NASCIDA DO OVO.

26. QUANDO OS NASCIDOS DO SUOR PRODUZIRAM OS NASCIDOS DO OVO, OS DUPLOS E OS PODEROSOS, OS FORTES COM OSSOS, OS SENHORES DA SABEDORIA DISSERAM: "AGORA CRIAREMOS."

27. A TERCEIRA RAÇA TORNOU-SE O VAHAN DOS SENHORES DA SABEDORIA.

ELA CRIOU "FILHOS DA VONTADE E DO YOGA," POR KRIYASAKTI ELA OS CRIOU, OS SANTOS PAIS, ANCESTRAIS DOS ARHATS.

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VIII.

28. DAS GOTAS DE SUOR; DO RESÍDUO DA SUBSTÂNCIA; DA MATÉRIA DOS CORPOS MORTOS DE HOMENS E ANIMAIS DA RODA ANTERIOR; E DO PÓ DESCARTADO, OS PRIMEIROS ANIMAIS FORAM PRODUZIDOS.

29. ANIMAIS COM OSSOS, DRAGÕES DAS PROFUNDEZAS, E SARPAS VOADORAS FORAM ACRESCENTADOS ÀS COISAS RASTEJANTES.

AQUELES QUE RASTEJAM NO CHÃO GANHARAM ASAS.

AQUELES DE PESCOÇOS LONGOS NA ÁGUA TORNARAM-SE OS PROGENITORES DAS AVES DO AR.

30. DURANTE A TERCEIRA RAÇA, OS ANIMAIS SEM OSSOS CRESCERAM E MUDARAM: TORNARAM-SE ANIMAIS COM OSSOS, SUAS CHHAYAS TORNARAM-SE SÓLIDAS.

31. OS ANIMAIS SEPARARAM-SE PRIMEIRO.

COMEÇARAM A PROCRIAR.

O HOMEM DUPLO TAMBÉM SE SEPAROU.

ELE DISSE: "FAÇAMOS COMO ELES; UNAMO-NOS E FAÇAMOS CRIATURAS."

ASSIM FIZERAM.

32. E AQUELES QUE NÃO TINHAM CENTELHA TOMARAM PARA SI GRANDES FÊMEAS-ANIMAIS.

GERARAM SOBRE ELAS RAÇAS MUDAS.

MUDOS ERAM ELES MESMOS.

MAS SUAS LÍNGUAS SE DESATARAM.

AS LÍNGUAS DE SUA PROGÊNIE PERMANECERAM AINDA.

MONSTROS ELES GERARAM.

UMA RAÇA DE MONSTROS TORTOS, COBERTOS DE PELOS VERMELHOS, ANDANDO SOBRE QUATRO PATAS.

UMA RAÇA MUDA PARA MANTER A VERGONHA NÃO CONTADA.


IX.

33. VENDO ISSO, OS LHAS QUE NÃO HAVIAM CONSTRUÍDO HOMENS, CHORARAM, DIZENDO:—

34. "OS AMANÂSA PROFANARAM NOSSAS FUTURAS MORADAS.

ISTO É KARMA.

HABITEMOS NAS OUTRAS.

ENSINEMO-LHES MELHOR, PARA QUE PIOR NÃO ACONTEÇA.

ASSIM FIZERAM . . .

35. ENTÃO TODOS OS HOMENS TORNARAM-SE DOTADOS DE MANAS.

ELES VIRAM O PECADO DOS SEM-MENTE.

36. A QUARTA RAÇA DESENVOLVEU A FALA.

37. O UM TORNOU-SE DOIS; TAMBÉM TODAS AS COISAS VIVAS E RASTEJANTES QUE AINDA ERAM UMA, PEIXES-PÁSSAROS GIGANTES E SERPENTES COM CABEÇAS DE CONCHA.

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X.

38. ASSIM, DOIS A DOIS NAS SETE ZONAS, A TERCEIRA RAÇA DEU À LUZ OS HOMENS DA QUARTA RAÇA; OS DEUSES TORNARAM-SE NÃO-DEUSES; OS SURA TORNARAM-SE A-SURA.

39. OS PRIMEIROS, EM CADA ZONA, ERAM DA COR DA LUA; OS SEGUNDOS AMARELOS COMO OURO; OS TERCEIROS VERMELHOS; OS QUARTOS MARRONS, QUE SE TORNARAM NEGROS COM O PECADO.

OS PRIMEIROS SETE BROTOS HUMANOS ERAM TODOS DE UMA SÓ COMPLEXÃO.

OS PRÓXIMOS SETE COMEÇARAM A SE MISTURAR.

40. ENTÃO A QUARTA TORNOU-SE ALTA COM ORGULHO.

"NÓS SOMOS OS REIS," FOI DITO; "NÓS SOMOS OS DEUSES."

41. ELES TOMARAM ESPOSAS BELAS DE SE VER.

ESPOSAS DOS SEM-MENTE, OS DE CABEÇA ESTREITA.

ELES GERARAM MONSTROS.

DEMÔNIOS MALVADOS, MASCULINOS E FEMININOS, TAMBÉM KHADO (DAKINI), COM POUCA MENTE.

42. ELES CONSTRUÍRAM TEMPLOS PARA O CORPO HUMANO.

MASCULINO E FEMININO ELES ADORARAM.

ENTÃO O TERCEIRO OLHO NÃO MAIS AGIU.

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XI.

43. ELES CONSTRUÍRAM CIDADES ENORMES.

DE TERRAS RARAS E METAIS ELES CONSTRUÍRAM, E DOS FOGOS VOMITADOS, DA PEDRA BRANCA

AS SLOKAS DE "DZYAN" DAS MONTANHAS E DA PEDRA NEGRA, ELES CORTARAM SUAS PRÓPRIAS IMAGENS EM SEU TAMANHO E SEMELHANÇA, E AS ADORARAM.

44. ELES CONSTRUÍRAM GRANDES IMAGENS DE NOVE YATIS DE ALTURA, DO TAMANHO DE SEUS CORPOS.

FOGOS INTERNOS HAVIAM DESTRUÍDO A TERRA DE SEUS PAIS.

AS ÁGUAS AMEAÇARAM A QUARTA.

45. AS PRIMEIRAS GRANDES ÁGUAS VIERAM.

ELAS ENGOOLIRAM AS SETE GRANDES ILHAS.

46. TODOS OS SANTOS FORAM SALVOS, OS ÍMPIOS DESTRUÍDOS.

COM ELES, A MAIORIA DOS ANIMAIS ENORMES, PRODUZIDOS DO SUOR DA TERRA.

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XII.

47. POUCOS HOMENS RESTARAM: ALGUNS AMARELOS, ALGUNS MARRONS E NEGROS, E ALGUNS VERMELHOS RESTARAM.

OS DA COR DA LUA DESAPARECERAM PARA SEMPRE.

48. A QUINTA, PRODUZIDA DA SANTA ESTIRPE, PERMANECEU; FOI GOVERNADA PELOS PRIMEIROS REIS DIVINOS.

49. . . . . QUE REDESCERAM, QUE FIZERAM PAZ COM A QUINTA, QUE A ENSINARAM E INSTRUÍRAM. . . . . .


ESTÂNCIA I.                              COMEÇOS DA VIDA SENTIENTE.

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 (1) O LHA, ou Espírito da Terra.

(2) Invocação da Terra ao Sol.

(3) O que o Sol responde.

(4) Transformação da Terra.

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1. O LHA (a) QUE FAZ GIRAR A QUARTA (Globo, ou nossa Terra) É SERVO DO(S) LHA(S) DOS SETE (os Espíritos planetários) (b), ELES QUE REVOLVEM, CONDUZINDO SEUS CARROS AO REDOR DE SEU SENHOR, O OLHO ÚNICO (Loka-Chakshub) DE NOSSO MUNDO.

SEU SOPRO DÁ VIDA AOS SETE (dá luz aos planetas). ELE DEU VIDA À PRIMEIRA (c). "TODOS ELES SÃO DRAGÕES DE SABEDORIA," acrescenta o Comentário (d).   (a) Lha é a palavra antiga nas regiões trans-himalaianas para "Espírito," qualquer Ser celestial ou sobre-humano, e abrange toda a série de hierarquias celestes, desde Arcanjo, ou Dhyani, até um anjo das trevas, ou Espírito terrestre.

(b) Esta expressão mostra em linguagem clara que o Espírito-Guardião de nosso globo, que é o quarto na cadeia, está subordinado ao Espírito chefe (ou Deus) dos Sete Gênios ou Espíritos Planetários.

Como já foi explicado, os antigos tinham, em sua Ladainha de deuses, sete deuses-mistérios principais, cujo chefe era, exotericamente, o Sol visível, ou o oitavo, e, esotericamente, o segundo Logos, o Demiurgo.

Os sete (que agora se tornaram os "Sete Olhos do Senhor" na religião cristã) eram os regentes dos sete planetas principais; mas estes não eram

Em todo caso, a escritora assume qualquer culpa sobre si mesma.

Não tendo jamais reivindicado infalibilidade pessoal, o que é dado por sua própria autoridade pode deixar muito a desejar, nos casos muito abstrusos em que metafísica demasiadamente profunda está envolvida.

O ensinamento é oferecido como é compreendido; e como há sete chaves de interpretação para cada símbolo e alegoria, aquilo que pode não se ajustar a um significado, digamos do aspecto psicológico ou astronômico, será considerado bastante correto do físico ou metafísico.

A AÇÃO DO GRANDE SOPRO.

calculado de acordo com a enumeração concebida posteriormente por pessoas que haviam esquecido, ou que tinham uma noção inadequada, dos verdadeiros Mistérios, e que não incluía nem o sol, nem a lua, nem a terra.

O sol era, exotericamente, o chefe dos doze grandes deuses, ou constelações zodiacais; e, esotericamente, o Messias, o Christos (o sujeito ungido pelo Grande SOPRO, ou o UNO) cercado por seus doze poderes subordinados, também subordinados, por sua vez, a cada um dos sete "deuses-mistérios" dos planetas.

"Os sete superiores fazem os Sete Lhas criarem o mundo", afirma um Comentário; o que significa que a nossa Terra, deixando de lado o resto, foi criada ou moldada por espíritos terrestres, sendo os "Regentes" meramente os supervisores.

Este é o primeiro germe, a semente daquilo que mais tarde cresceu na Árvore da Astrologia e da Astrolatria.

Os Superiores eram os Kosmocratores, os fabricantes do nosso sistema solar.

Isto é corroborado por todas as antigas Cosmogonias: a de Hermes, a dos Caldeus, a dos Arianos, a dos Egípcios, e até mesmo a dos Judeus.

O cinturão do Céu, os signos do Zodíaco (os animais sagrados), são tanto os Bne' Alhim (Filhos dos Deuses ou dos Elohim) quanto os Espíritos da Terra; mas são anteriores a eles.

Soma e Sin, Ísis e Diana, são todos deuses ou deusas lunares, chamados de pais e mães da nossa Terra, que lhes é subordinada.

Mas estes, por sua vez, são subordinados aos seus "Pais" e "Mães" — estes últimos intercambiáveis e variando com cada nação — os deuses e seus planetas, como Júpiter, Saturno, Bel, Brihaspati, etc.

(c) "Seu sopro deu vida aos sete" refere-se tanto ao sol, que dá vida aos Planetas, quanto ao "Altíssimo", o Sol Espiritual, que dá vida a todo o Kosmos.

As chaves astronômicas e astrológicas que abrem o portão que conduz aos mistérios da Teogonia só podem ser encontradas nos glossários posteriores, que acompanham as Estâncias.

Nos Slokas apocalípticos dos Registros Arcaicos, a linguagem é tão simbólica, se menos mítica, quanto nos Purânas.

Sem a ajuda dos comentários posteriores, compilados por gerações de adeptos, seria impossível compreender o significado corretamente.

Nas antigas Cosmogonias, os mundos visível e invisível são os elos duplos de uma mesma corrente.

Assim como o Logos invisível, com suas sete hierarquias (representadas ou personificadas cada uma por seu anjo chefe ou reitor), forma um PODER, o interno e o invisível; assim, no mundo das Formas, o Sol e os sete Planetas principais constituem a potência visível e ativa; esta última "Hierarquia" sendo, por assim dizer, o Logos visível e objetivo do invisível e (exceto nos graus mais baixos) sempre subjetivo anjos.

Assim — para antecipar um pouco a título de ilustração — cada Raça em sua A evolução é dita nascer sob a influência direta de um dos Planetas: a primeira Raça recebendo seu sopro de vida do Sol, como se verá mais adiante; enquanto a terceira humanidade — aqueles que caíram na geração, ou de andróginos se tornaram entidades separadas, um macho e uma fêmea — é dita estar sob a influência direta de Vênus, "o pequeno sol no qual o orbe solar armazena sua luz."


O resumo das Estâncias no Livro I mostrou a gênese de Deuses e homens tendo origem em, e a partir de, um mesmo Ponto, que é a UNIDADE Una, Universal, Imutável, Eterna e absoluta.

Em seu aspecto manifestado primário, vimo-la tornar-se: (1) na esfera da objetividade e da Física, Substância e Força Primordiais (centrípeta e centrífuga, positiva e negativa, masculina e feminina, etc., etc.); (2) no mundo da Metafísica, o ESPÍRITO DO UNIVERSO, ou Ideação Cósmica, chamado por alguns de LOGOS.

Este LOGOS é o ápice do triângulo pitagórico.

Quando o triângulo está completo, torna-se a Tetraktis, ou o Triângulo no Quadrado, e é o símbolo dual do Tetragrammaton de quatro letras no Kosmos manifestado, e de seu triplo RAIO radical no não-manifestado, ou seu nôumeno.

Posto mais metafisicamente, a classificação aqui dada dos Últimos Cósmicos é mais uma de conveniência do que de precisão filosófica absoluta.

No começo de um grande Manvantara, Parabrahm se manifesta como Mulaprakriti e então como o Logos.

Este Logos é equivalente à "Mente Universal Inconsciente", etc., dos panteístas ocidentais.

Constitui a Base do lado SUBJETIVO do Ser manifestado e é a fonte de todas as manifestações da consciência individual.

Mulaprakriti, ou Substância Cósmica Primordial, é o fundamento do lado OBJETIVO das coisas — a base de toda evolução objetiva e da Cosmogênese.

A Força, então, não emerge com a Substância Primordial da Latência Parabráhmica.

É a transformação em energia do pensamento supraconsciente do Logos, infundido, por assim dizer, na objetivação deste último a partir da latência potencial na Realidade Una.

Daí surgem as leis maravilhosas da matéria: daí a "impressão primordial" tão inutilmente discutida pelo Bispo Temple.

A Força, portanto, não é síncrona com a primeira objetivação de Mulaprakriti.

Mas, como, à parte dela, esta última é absoluta e necessariamente inerte — uma mera abstração — é desnecessário tecer uma teia demasiado fina de sutilezas quanto à ordem de sucessão

O HOMEM, O TERCEIRO LOGOS.

dos Últimos Cósmicos.

A Força sucede a Mulaprakriti; mas, menos a Força, Mulaprakriti é, para todos os fins práticos, inexistente.

O "Homem Celeste" (Tetragrammaton), que é o Protogonos, Tikkoun, o primogênito da divindade passiva e a primeira manifestação da sombra dessa divindade, é a forma e a ideia universais, que engendra o Logos manifestado, Adam Kadmon, ou o símbolo de quatro letras, na Cabala, do próprio Universo, também chamado de segundo Logos.

O segundo emana do primeiro e desenvolve o terceiro triângulo (ver a Árvore Sefirótica); do último dos quais (a hoste inferior de Anjos) os HOMENS são gerados.

É com esse terceiro aspecto que trataremos no presente momento.

O leitor deve ter em mente que há uma grande diferença entre o LOGOS e o Demiurgo, pois um é Espírito e o outro é Alma; ou, como diz o Dr. Wilder: "Dianoia e Logos são sinônimos, sendo Nous superior e intimamente afim com To a~gaqon, sendo um o apreensor superior e o outro o compreensor — um noético e o outro frênico."

Além disso, o Homem era considerado em vários sistemas como o terceiro Logos.

O significado esotérico da palavra Logos (fala ou palavra, Verbum) é a expressão objetiva, como numa fotografia, do pensamento oculto.

O Logos é o espelho que reflete a MENTE DIVINA, e o Universo é o espelho do Logos, embora este seja o esse desse Universo.

Assim como o Logos reflete tudo no Universo do Pleroma, o homem reflete em si mesmo tudo o que vê e encontra em seu Universo, a Terra.

São as três Cabeças da Cabala: "Unum intra alterum, et alterum super alterum" (Zohar, Idra Suta, seção VII). "Todo Universo (mundo ou planeta) tem seu próprio Logos", diz a doutrina.

O Sol sempre foi chamado pelos egípcios de "o olho de Osíris", e era ele próprio o Logos, o primogênito, ou a luz manifestada ao mundo, "que é a Mente e o intelecto divino do Oculto". É somente pelo raio setenário dessa luz que podemos tomar conhecimento do Logos através do Demiurgo, considerando este como o criador de nosso planeta e de tudo o que lhe pertence, e aquele como a Força diretriz desse "Criador" — bom e mau ao mesmo tempo, a origem do bem e a origem do mal.

Esse "Criador" não é bom nem mau por si mesmo, mas seus aspectos diferenciados na natureza fazem-no assumir um ou outro caráter.

Com os Universos invisíveis e desconhecidos disseminados pelo espaço, nenhum dos deuses-solares tinha qualquer relação. A ideia é expressa muito claramente nos "Livros de Hermes" e em todo folclore antigo.

É simbolizada geralmente pelo Dragão e pela Serpente — o Dragão do Bem e a Serpente do Mal, representados na Terra pela magia da mão direita e da mão esquerda.


No poema épico da Finlândia, o Kalewala, a origem da Serpente do Mal é dada: ela nasce da "saliva de Suoyatar . . . . e dotada de uma Alma viva pelo Princípio do Mal," Hisi.

Descreve-se uma contenda entre os dois, a "coisa do Mal" (a Serpente ou Feiticeiro), e Ahti, o Dragão; "Mágico Lemminkainen." Este último é um dos sete filhos de Ilmatar, a virgem "filha do ar," ela "que caiu do céu no mar," antes da Criação, i.e., o Espírito transformado na matéria da vida sensorial.

Há um mundo de significado e pensamento Oculto nessas poucas linhas, admiravelmente traduzidas pelo Dr. J. M. Crawford, de Cincinnati.

O herói Lemminkainen, o bom mago,

"Corta a muralha com o poder da magia,                                                    Quebra a paliçada em pedaços,                                                    Reduz a átomos sete estacas,                                                    Despedaça a muralha da Serpente em fragmentos.

.     .   .   .   .   .

Quando o monstro, pouco se importando,

.     .   .   .   .   .

Investe com sua boca de veneno                                                    Na cabeça de Lemminkainen.

Mas o herói, recordando rapidamente,                                                    Profere as Palavras Mestras do Conhecimento,                                                    Palavras que vieram de eras distantes,                                                    Palavras que seus ancestrais lhe ensinaram.

. "

(d) Na China, os homens de Fohi (ou o "Homem Celeste") são chamados os doze Tien-Hoang, as doze hierarquias de Dhyanis ou Anjos, com rostos humanos e corpos de Dragão; o dragão representando a Sabedoria divina ou o Espírito; e eles criam os homens encarnando-se em

Foi repetidamente afirmado que a Serpente é o símbolo da sabedoria e do conhecimento Oculto.

"A Serpente tem sido conectada ao deus da sabedoria desde os tempos mais remotos de que temos notícia histórica," escreve Staniland Wake.

"Este animal era o símbolo especial de Thot ou Taut . . . e de todos aqueles deuses, tais como Hermes (?) e Seth, que podem ser ligados a ele.

Esta é também a tríade caldeia primitiva Hea ou Hoa." Segundo Sir Henry Rawlinson, os títulos mais importantes desta divindade referem-se a "suas funções como a fonte de todo conhecimento e ciência." Não só ele é "o peixe inteligente," mas seu nome pode ser lido como significando tanto "vida" quanto uma serpente (um adepto iniciado), e ele pode ser considerado como "figurado pela grande serpente que ocupa um lugar tão conspícuo entre os símbolos dos deuses nas pedras negras que registram as beneficências babilônicas." Esculápio, Serápis, Plutão, Knoum e Kneph são todos divindades com os atributos da serpente.

Diz Dupuis, "Eles são todos curadores, doadores de saúde, espiritual e física, e de iluminação." A coroa formada por um áspide, a Thermuthis, pertence a Ísis, deusa da Vida e da Cura.

Os Upanishads contêm um tratado sobre a Ciência das Serpentes — em outras palavras, a Ciência do conhecimento oculto; e os Nagas do Budismo exotérico não são "as criaturas fabulosas de natureza serpentina . . . seres superiores aos homens e protetores da lei de Buda", como acredita Schlagintweit, mas homens reais e vivos, alguns superiores aos homens em virtude de seu conhecimento oculto, e protetores da lei de Buda, na medida em que interpretam corretamente seus ensinamentos metafísicos, outros inferiores moralmente por serem magos negros.

Portanto, é verdadeiramente declarado que Gautama Buda "é dito ter-lhes ensinado um sistema religioso mais filosófico do que aos homens, que não eram suficientemente avançados para compreendê-lo na época de seu aparecimento." ("Budismo Tibetano" de Schlagintweit.)

A NATUREZA DUAL E TRIPLA DO HOMEM.

sete figuras de argila — terra e água — feitas à semelhança daqueles Tien-hoang, uma terceira alegoria; (compare os "Símbolos dos Bonzos"). Os doze SERS das Eddas escandinavas fazem o mesmo.

No Catecismo Secreto dos Drusos da Síria — uma lenda que é repetida palavra por palavra pelas tribos mais antigas ao redor e nas proximidades do Eufrates — os homens foram criados pelos "Filhos de Deus" que desceram à Terra, onde, após colherem sete Mandrágoras, animaram essas raízes, que imediatamente se tornaram homens.

Todas essas alegorias apontam para uma mesma origem — para a natureza dual e tripla do homem; dual, como macho e fêmea; tripla — como sendo de essência espiritual e psíquica por dentro, e de tecido material por fora.

—————

2. DISSE A TERRA, "SENHOR DO ROSTO RESPLANDECENTE (o Sol), MINHA CASA ESTÁ VAZIA.

. . . ENVIA TEUS FILHOS PARA POVOAR ESTA RODA (a Terra). TU ENVIASTE TEUS SETE FILHOS AO SENHOR DA SABEDORIA (a). SETE VEZES ELE TE VÊ MAIS PRÓXIMO DE SI MESMO; SETE VEZES MAIS ELE TE SENTE.

TU PROIBISTE TEUS SERVOS, OS PEQUENOS ANÉIS, DE CAPTURAR TUA LUZ E TEU CALOR, DE INTERCEPTAR TUA GRANDE GENEROSIDADE EM SUA PASSAGEM (b). ENVIA AGORA A TEU SERVO O MESMO!" (c).

(a) O "Senhor da Sabedoria" é Mercúrio, ou Budha.

(b) O Comentário moderno explica as palavras como uma referência a um fato astronômico bem conhecido, "que Mercúrio recebe sete vezes mais

São as raízes de uma planta, carnudas, peludas e bifurcadas abaixo, representando grosseiramente os membros de um homem, o corpo e até uma cabeça.

Suas propriedades mágicas e misteriosas foram proclamadas em fábulas e peças desde as eras mais arcaicas.

De Raquel e Lia, que se entregavam à feitiçaria com elas, até Shakespeare, que fala de gritos —                                                                    . . . . "Como mandrágoras arrancadas da terra                                                                 Que mortais vivos, ao ouvi-las, enlouquecem" — a mandrágora era a planta mágica por excelência.

Estas raízes, sem caule algum, e com grandes folhas que brotam da cabeça da raiz, como uma gigantesca cabeleira, apresentam pouca semelhança com o homem quando encontradas na Espanha, Itália, Ásia Menor ou Síria.

Mas na Ilha de Cândia, e na Caramânia, perto da cidade de Adan, elas têm uma forma maravilhosamente humana; sendo muito apreciadas como amuletos.

Também são usadas por mulheres como encanto contra a esterilidade, e para outros fins.

São especialmente eficazes na Magia Negra.


luz e calor do Sol do que a Terra, ou mesmo a bela Vênus, que recebe apenas o dobro dessa quantidade a mais do que o nosso insignificante Globo." Se o fato era conhecido na antiguidade, pode-se inferir da oração do "Espírito da Terra" ao Sol, como dada no texto. O Sol, no entanto, recusa-se a povoar o globo, pois este ainda não está pronto para receber vida.

Mercúrio é, como planeta astrológico, ainda mais oculto e misterioso que Vênus.

Ele é idêntico ao Mitra masdeano, o gênio, ou deus, "estabelecido entre o Sol e a Lua, o companheiro perpétuo do 'Sol' da Sabedoria." Pausânias o mostra tendo um altar em comum com Júpiter (Livro V). Ele tinha asas para expressar sua assistência ao Sol em seu curso; e era chamado de Nuntis, ou Lobo-Solar, "solaris luminis particeps." Ele era o líder e o evocador das Almas, o "grande Mago" e o Hierofante.

Virgílio o descreve tomando "sua vara para evocar do Orco as almas nele mergulhadas" — tum virgam capit, hac animas ille evocat Orco.

(Veja também o 21º Fargard do Vendidad sobre a milícia celestial.) Ele é o Mercúrio de cor dourada, o crusofh;a" ÔErmh'" cujo nome os Hierofantes proibiam de pronunciar.

Ele é simbolizado na mitologia grega por um dos cães (vigilância), que vigiam o rebanho celestial (sabedoria oculta), ou Hermes Anúbis, ou ainda Agatodemon.

Ele é o Argos que vigia a Terra, e que esta confunde com o próprio Sol.

É por intercessão de Mercúrio que o Imperador Juliano orava ao Sol Oculto todas as noites; pois, como diz Vossius: "Todos os teólogos concordam em dizer que Mercúrio e o Sol são um só.

. . . Ele era o mais eloquente e o mais sábio de todos os deuses, o que não é de admirar, já que Mercúrio está em tão estreita proximidade com a Sabedoria e o Verbo de Deus (o Sol) que foi confundido com ambos." (Idolatria, Vol.

II., p. 373.) Vossius profere aqui uma verdade oculta maior do que suspeitava.

O Hermes-Sarameyas dos gregos está intimamente relacionado ao Saram e Sarameya hindu, o vigia divino, "que vigia o rebanho dourado de estrelas e raios solares."

Nas palavras mais claras do Comentário:

"O Globo, impelido adiante pelo Espírito da Terra e seus seis assistentes,

10a "Qabbalah," p. 139.)

OS GOVERNANTES CELESTES DA HUMANIDADE.

recebe todas as suas forças vitais, vida e poderes por meio dos sete Dhyanis planetários, do Espírito do Sol.

Eles são seus mensageiros de Luz e Vida."

"Assim como cada uma das sete regiões da Terra, cada um dos sete Primogênitos (os grupos humanos primordiais) recebe sua luz e vida de seu próprio Dhyani especial —espiritualmente, e do palácio (casa, o planeta) daquele Dhyani fisicamente; assim também com as sete grandes Raças que nascerão nela. A primeira nasce sob o Sol; a segunda sob Brihaspati (Júpiter); a terceira sob Lohitanga (o "corpo flamejante," Vênus, ou Sukra); a quarta, sob Soma (a Lua, nosso Globo também, a Quarta Esfera nascendo sob e da Lua) e Sani, Saturno — o Krura- lochana (olho maligno) e o Asita (o escuro); a quinta, sob Budha (Mercúrio)."

"Assim também com o homem e cada 'homem' no homem (cada princípio). Cada um recebe sua qualidade específica de seu primário (o espírito planetário), portanto todo homem é um septenário (ou uma combinação de princípios, cada um tendo sua origem em uma qualidade daquele Dhyani especial). Todo poder ativo ou força da terra vem a ela de um dos sete Senhores.

A luz vem através de Sukra (Vênus), que recebe um suprimento triplo, e dá um terço dele à Terra.

Portanto os dois são chamados 'Irmãs Gêmeas,' mas o Espírito da Terra é subserviente ao 'Senhor' de Sukra.

Nossos sábios representam os dois Globos, um acima, o outro abaixo do Sinal duplo (a Svastica primeva despojada de seus quatro braços, ou a cruz          )."

O "sinal duplo" é, como todo estudante de Ocultismo sabe, o símbolo dos princípios masculino e

feminino na Natureza, do positivo e do negativo, pois a Svastica ou                         é tudo isso e muito mais.

Toda a antiguidade, desde o nascimento da Astronomia — transmitida à Quarta Raça por um de seus reis divinos da Dinastia Divina — e

Assim, o planeta, precursor da aurora e do crepúsculo, o mais radiante de todos os planetas, dito dar à terra um terço do suprimento que recebe, tem duas partes restantes para si mesma.

Isto tem um significado oculto tanto quanto astronômico.

"Assim como é em cima, é embaixo" é o axioma fundamental da filosofia oculta.

Assim como o Logos é séptuplo, ou seja, em todo o Cosmos ele aparece como sete logoi sob sete formas diferentes, ou, como ensinam os eruditos brâmanes, "cada um destes é a figura central de um dos sete ramos principais da antiga religião da sabedoria"; e, assim como os sete princípios que correspondem aos sete estados distintos de Pragna, ou consciência, estão aliados a sete estados da matéria e às sete formas de força, a divisão deve ser a mesma em tudo o que concerne à Terra.

Vênus é, portanto, a Terra       .


também da Astrologia, representava Vênus em suas tabelas astronômicas como um Globo suspenso sobre uma Cruz, e a Terra, como um Globo sob uma Cruz.

O significado esotérico disso é: "Terra caída na geração, ou na produção de suas espécies através da união sexual." Mas as nações ocidentais posteriores não deixaram de dar uma interpretação bastante diferente.

Elas explicaram este signo através de seus místicos — guiados pela luz da Igreja Latina — como significando que nossa Terra e tudo o que nela há foram redimidos pela Cruz, enquanto Vênus (de outro modo Lúcifer ou Satã) a estava pisoteando. Vênus é o mais oculto, poderoso e misterioso de todos os planetas; aquele cuja influência sobre, e relação com a Terra é mais proeminente.

No Bramanismo exotérico, Vênus ou Sukra — uma divindade masculina — é o filho de Bhrigu, um dos Prajâpatis e um sábio védico, e é Daitya-Guru, ou o sacerdote-instrutor dos gigantes primordiais.

Toda a história de "Sukra" nos Purânas refere-se à Terceira e à Quarta Raças.

"É através de Sukra que os 'duplos' (os hermafroditas) da Terceira (Raça-Raiz) descendem dos primeiros 'nascidos do suor'," diz o Comentário.

Portanto, é representado sob o símbolo de        (o círculo e o diâmetro) durante a Terceira (Raça) e de                   durante a Quarta.

Isto precisa de explicação.

O diâmetro, quando encontrado isolado em um círculo, representa a natureza feminina, o primeiro Mundo ideal, autogerado e autoimpregnado pelo Espírito de Vida universalmente difundido — referindo-se assim também à Raça-Raiz primitiva.

Torna-se andrógino à medida que as Raças e tudo na Terra se desenvolvem em suas formas físicas, e o símbolo é transformado em um círculo com um diâmetro do qual parte uma linha vertical: expressivo de macho e fêmea, não

ainda separados — o primeiro e mais antigo Tau egípcio      ; após o que se torna      ou macho-fêmea separados (Ver primeiras pp. do Livro I) e caído na geração.

Vênus (o planeta) é simbolizada pelo signo de um globo sobre a cruz, o que a mostra presidindo a geração natural do homem.

Os egípcios simbolizavam Ank, "vida", pela cruz ansada, ou                        , que é apenas outra forma de Vênus (Ísis)              , e significava, esotericamente, que a humanidade e toda a vida animal haviam saído do círculo espiritual divino e caído na geração física masculina e feminina.

Este signo, desde o fim da Terceira Raça, tem o mesmo significado fálico que a "árvore

Portanto, deixando de lado seu aspecto religioso-metafísico, a Cruz dos cristãos é simbolicamente muito mais fálica do que a svástica pagã.

OS CAVALOS DA CARROÇA DE SUKRA.

da vida" no Éden. Anouki, uma forma de Ísis, é a deusa da vida; e Ank foi tomado pelos hebreus dos egípcios e introduzido por Moisés, um erudito na Sabedoria dos sacerdotes do Egito, com muitas outras palavras místicas.

A palavra Ank em hebraico, com o sufixo pessoal, significa "minha vida", meu ser, que "é o pronome pessoal Anochi", do nome da deusa egípcia Anouki.

Em um dos mais antigos catecismos do Sul da Índia, Presidência de Madras, a deusa hermafrodita Adanari (ver também "Panteão Indiano") tem a cruz ansada, a svástica, o "signo masculino e feminino", bem na parte central, para denotar o estado pré-sexual da Terceira Raça.

Vishnu, que agora é representado com um lótus crescendo de seu umbigo — ou o Universo de Brahmâ evoluindo do ponto central Nara — é mostrado em uma das mais antigas esculturas como duplo-sexuado (Vishnu e Lakshmi) de pé sobre uma folha de lótus flutuando na água; a qual água se eleva em semicírculo e verte através da svástica, "a fonte da geração" ou da descida do homem.

Pitágoras chama Sukra-Vênus de Sol alter, "o outro Sol". Dos "sete palácios do Sol", o de Lúcifer-Vênus é o terceiro na Cabala cristã e judaica, sendo o Zohar o que faz dele a morada de Samael.

Segundo a Doutrina Oculta, este planeta é o primário da nossa Terra e seu protótipo espiritual.

Assim, diz-se que a carroça de Sukra (Vênus-Lúcifer) é puxada por uma ogdoada de "cavalos nascidos da terra", enquanto os corcéis das carruagens dos outros planetas são diferentes.

"Cada pecado cometido na Terra é sentido por Usanas-Sukra.

O Guru dos Daityas é o Espírito Guardião da Terra e dos Homens.

Cada mudança em Sukra é sentida na, e refletida pela, Terra."

Sukra, ou Vênus, é assim representado como o preceptor dos Daityas, os gigantes da Quarta Raça, que, na alegoria hindu, obtiveram em certa época a soberania de toda a Terra e derrotaram os deuses menores.

Os Titãs da alegoria ocidental estão tão intimamente ligados a Vênus-Lúcifer, identificado pelos cristãos posteriores com Satanás.

Portanto, como Vênus, igualmente a Ísis, era representada com chifres de vaca na cabeça, o símbolo da Natureza mística, e um que é conversível com, e significativo de, a lua, já que todas essas eram deusas lunares, a configuração deste planeta é agora colocada pelos teólogos entre os chifres do místico Lúcifer.

É devido à interpretação fantasiosa do

Athenus mostra que a primeira letra do nome de Satã era representada nos dias antigos por um arco e uma lua crescente; e alguns católicos romanos, homens bons e bondosos, querem persuadir o público de que é em honra aos chifres crescentes de Lúcifer que os muçulmanos escolheram o Crescente para seu brasão nacional.

Vênus sempre foi identificada, desde o estabelecimento do dogmatismo católico romano, com Satã e Lúcifer, ou o grande Dragão, contrariamente a toda razão e lógica.

Como mostrado pelos simbologistas e astrônomos, a associação entre a serpente e a ideia de escuridão tinha uma base astronômica.

A posição que a constelação de Draco outrora ocupava mostrava que a grande serpente era a governante da noite.

Esta constelação estava antigamente no próprio centro dos céus, e é tão extensa que foi chamada de Grande Dragão.

Seu corpo se estende sobre sete signos do Zodíaco; e Dupuis, "que," diz Staniland Wake, "vê no Dragão do Apocalipse uma referência à serpente celestial," observa que "não é surpreendente que uma constelação tão extensa fosse representada pelo autor daquele livro como um Grande Dragão com sete cabeças, que arrastou a terça parte das estrelas do céu e as lançou à Terra"; (Dupuis, tomo III., p. 255). Apenas Dupuis nunca soube por que Draco, outrora a estrela polar — o símbolo de "Guia", Guru e diretor — havia sido assim degradada pela posteridade.

"Os deuses de nossos pais são nossos demônios," diz um provérbio asiático.

Quando Draco deixou de ser a estrela-guia, a divindade sideral condutora, ela compartilhou o destino de todos os deuses caídos.

Set e Tifão foi, ao mesmo tempo, diz-nos Bunsen, "um grande deus universalmente adorado em todo o Egito, que conferia aos soberanos das 18ª e 19ª Dinastias os símbolos de vida e poder.

Mas, subsequentemente, no curso da 20ª Dinastia, ele é subitamente tratado como um Demônio maligno, a tal ponto que suas efígies e nome são obliterados em todos os monumentos e inscrições que puderam ser alcançados." A verdadeira razão oculta será dada nestas páginas.


tradição arcaica, que afirma que Vênus muda simultaneamente (geologicamente) com a Terra; que tudo o que ocorre em uma ocorre na outra; e que muitas e grandes foram suas mudanças comuns — é por essas razões que Santo Agostinho a repete, aplicando as várias mudanças de configuração, cor, e até mesmo das trajetórias orbitais, àquele caráter teologicamente tecido de Vênus-Lúcifer.

Ele vai ainda mais longe em sua piedosa fantasia, a ponto de conectar as últimas mudanças do planeta com o Dilúvio noaquiano e mítico, supostamente ocorrido em 1796 a.C. (Ver "Cidade de Deus" lxxi., cap. viii.). Como Vênus não tem satélites, afirma-se alegoricamente que "Asphujit" (este "planeta") adotou a Terra, a progênie da Lua, "que cresceu além de sua progenitora e causou muitos problemas," uma referência à conexão oculta entre os dois.

O Regente (do planeta) Sukra amou tanto seu filho adotivo que encarnou como Usanas e lhe deu leis perfeitas, que foram desconsideradas e rejeitadas em eras posteriores.

Outra alegoria, no Harivansa, é que Sukra foi a Siva pedir-lhe que protegesse seus pupilos, os Daityas e Asuras, dos deuses guerreiros; e que, para promover seu objetivo, realizou um rito de Yoga "inalando a fumaça de palha com a cabeça para baixo por 1.000 anos." Isso se refere à grande inclinação do eixo de Vênus (chegando a 50 graus), e ao seu envolvimento em nuvens eternas.

Mas isso se relaciona apenas à constituição física do planeta.

É com seu Regente, o Dhyan Chohan informante,

ESTRELAS-PARENTES E PLANETAS-IRMÃOS.

que o misticismo oculto tem de lidar.

A alegoria que afirma que, por matar a mãe de Sukra, Vishnu foi amaldiçoado por ele a renascer sete vezes na Terra, está repleta de significado filosófico oculto.

Não se refere aos Avatares de Vishnu, pois estes somam nove, sendo o décimo ainda por vir, mas às Raças na Terra.

Vênus, ou Lúcifer (também Sukra e Usanas) o planeta, é o portador de luz da nossa Terra, tanto em seu sentido físico quanto místico.

Os cristãos o conheciam bem nos primeiros tempos, pois um dos primeiros papas de Roma é conhecido por seu nome pontifício como Lúcifer.

"Cada mundo tem sua estrela-parente e planeta-irmão.

Assim, a Terra é a filha adotiva e o irmão mais novo de Vênus, mas seus habitantes são de sua própria espécie.

. . . Todos os seres sencientes completos (homens septenários ou seres superiores) são dotados, em seus começos, de formas e organismos em plena harmonia com a natureza e o estado da esfera que habitam."

"As Esferas do Ser, ou centros de vida, que são núcleos isolados gerando seus homens e seus animais, são inúmeras; nenhuma tem semelhança com sua companheira-irmã ou com qualquer outra em sua progênie especial."

"Todas têm uma dupla natureza física e espiritual."

"Os nucleólos são eternos e perenes; os núcleos, periódicos e finitos.

Os nucleólos fazem parte do absoluto.

São as ameias daquela fortaleza negra e impenetrável, que está para sempre oculta à visão humana ou mesmo Dhyânica.

Os núcleos são a luz da eternidade que dela escapa."

"É essa LUZ que se condensa nas formas dos 'Senhores do Ser' — o primeiro e o mais elevado dos quais são, coletivamente, JIVÂTMA, ou Pratyagâtma (dito figurativamente emanar de Paramatma.

É o Logos dos filósofos gregos — aparecendo no início de cada novo Manvantara). Desses para baixo — formados pelas ondas sempre consolidadas dessa luz, que se torna no plano objetivo matéria grosseira — procedem as numerosas hierarquias das Forças Criativas, algumas sem forma, outras tendo a sua

Até o famoso astrônomo Huygens laborava sob a ideia equivocada de que outros mundos e planetas possuem os mesmos seres idênticos aos que vivem na nossa Terra, possuindo as mesmas figuras, sentidos, poder cerebral, artes, ciências, moradias e até o mesmo tecido para suas vestimentas! (Theorie du Monde). Para a compreensão mais clara da afirmação de que a Terra "é a progênie da Lua," ver Livro I., estância VI.

 Isto é uma glosa moderna.

Foi acrescentada aos antigos Comentários para a compreensão mais clara daqueles discípulos que estudam a Cosmogonia esotérica após terem passado pelo aprendizado ocidental.

As Glosas anteriores são demasiado redundantes em adjetivos e figuras de linguagem para serem facilmente assimiladas.


forma distintiva própria, outros, ainda, os mais baixos (Elementais), não tendo forma própria, mas assumindo toda forma conforme as condições circundantes."

"Assim, há apenas um Upadhi (base) Absoluto no sentido espiritual, a partir do qual, sobre o qual e no qual são construídos, para propósitos manvantáricos, os inúmeros centros básicos sobre os quais procedem as Evoluções Universal, cíclica e individual durante o período ativo."

"As Inteligências informantes, que animam esses vários centros do Ser, são referidas indistintamente pelos homens além do Grande Alcance como os Manus, os Rishis, os Pitris, os Prajâpatis, e assim por diante; e como Dhyani Buddhas, os Chohans, Melhas (deuses do fogo), Bodhisattvas, e outros, deste lado.

Os verdadeiramente ignorantes os chamam de deuses; os profanos eruditos, o Deus único; e os sábios, os Iniciados, honram neles apenas as manifestações manvantáricas DAQUILO que nem nossos Criadores (os Dhyan Chohans) nem suas criaturas podem jamais discutir ou saber algo.

O ABSOLUTO não é definível, e nenhum mortal ou imortal jamais o viu ou compreendeu durante os períodos de Existência."

O mutável não pode conhecer o Imutável, nem o que vive pode perceber a Vida Absoluta."

Portanto, o homem não pode conhecer seres superiores aos seus próprios "progenitores". "Nem deve adorá-los", mas deve aprender como veio ao mundo.

(c) O Número Sete, a figura fundamental entre todas as outras figuras em todo sistema religioso nacional, da Cosmogonia ao homem, deve ter sua razão de ser.

É encontrado entre os americanos antigos, tão proeminentemente quanto entre os arianos e egípcios arcaicos.

A questão será tratada plenamente na segunda parte deste Livro; entretanto, alguns fatos podem ser dados aqui.

Diz o autor de "Mistérios Sagrados entre os Maias e Quichés, há 11.500 anos":

O termo Pitris é usado por nós nestes slokas para facilitar sua compreensão, mas não é assim usado nas estrofes originais, onde eles têm denominações distintas próprias, além de serem chamados de "Pais" e "Progenitores".

É errôneo tomar literalmente a adoração dos Bodhisattvas humanos, ou de Manjusri.

É verdade que, exotericamente, a escola Mahâyâna ensina a adoração destes sem distinção, e que Huien-Tsang fala de alguns discípulos de Buda como sendo adorados.

Mas esotericamente não é o discípulo ou o erudito Manjusri pessoalmente que recebia honras, mas os divinos Bodhisattvas e Dhyani Buddhas que animavam (Amilakha, como dizem os mongóis) as formas humanas.

: O autor desta obra é Augustus Le Plongeon.

Ele e sua esposa são bem conhecidos nos Estados Unidos por seus incansáveis trabalhos na América Central.

Foram eles que descobriram o sepulcro do real Kan Coh, em Cichen-Itza.

O autor parece acreditar e buscar provar que o conhecimento esotérico dos arianos e dos egípcios foi derivado dos maias.

Mas, embora certamente contemporâneos da Atlântida de Platão, os maias pertenciam ao Quinto Continente, que foi precedido pela Atlântida e pela Lemúria.

O MISTÉRIO DO "SETE".

"Sete parece ter sido o número sagrado por excelência entre todas as nações civilizadas da antiguidade.

Por quê? Cada povo separado deu uma explicação diferente, de acordo com os princípios peculiares de sua religião (exotérica).

Que era o número dos números para aqueles iniciados nos sagrados mistérios, não pode haver dúvida.

Pitágoras . . . o chama de 'Veículo da Vida' contendo corpo e alma, pois é formado de um Quaternário, isto é, Sabedoria e intelecto, e de uma Trindade ou ação e matéria.

O Imperador Juliano, 'In matrem, etc.', expressa-se assim: 'Se eu tocasse na iniciação em nossos Sagrados Mistérios, que os Caldeus Bacchized, a respeito do deus de sete raios, iluminando a alma através dele, eu diria coisas desconhecidas para a plebe, muito desconhecidas, mas bem conhecidas dos benditos Teurgos.'" (p. 141).

E quem, conhecedor dos Purânas, do Livro dos Mortos, do Zendavesta, dos tijolos assírios e, finalmente, da Bíblia, e que tenha observado a ocorrência constante do número sete nesses registros de povos que viveram desde os tempos mais remotos, sem conexão entre si e tão distantes, pode considerar como coincidência o seguinte fato, dado pelo mesmo explorador dos antigos Mistérios? Falando da prevalência do sete como número místico entre os habitantes do "continente ocidental" (da América), ele acrescenta que não é menos notável.

Pois: —

"Ele ocorre com frequência no Popul-vuh . . . encontramo-lo além disso nas sete famílias que, segundo Sahagun e Clavigero, acompanharam o personagem místico chamado Votan, o suposto fundador da grande cidade de Nachan, identificada por alguns com Palenque.

Nas sete cavernas das quais se relata que os ancestrais dos Nahuatl emergiram.

Nas sete cidades de Cibola, descritas por Coronado e Niza.

. . . Nas sete Antilhas; nos sete heróis que, segundo nos dizem, escaparam do Dilúvio . . . ."

"Heróis," além disso, cujo número se encontra o mesmo em toda história de "Dilúvio" — desde os sete Rishis que foram salvos com Vaivasvata Manu, até a arca de Noé, na qual bestas, aves e criaturas vivas foram levadas de "sete em sete". Assim vemos os números 1, 3, 5, 7, como perfeitos, por serem números completamente místicos, desempenhando um papel proeminente em toda Cosmogonia e evolução dos seres vivos.

Na China, 1, 3, 5, 7, são chamados de "números celestiais" no canônico "Livro das Mutações". (Yi King, ou transformação, como em "Evolução").

A explicação disso torna-se evidente quando se examina a antiga Símbolos: todos estes são baseados e partem das figuras dadas no Manuscrito Arcaico


no proêmio do Livro I.       , o símbolo da evolução e queda na geração ou matéria, reflete-se nas antigas esculturas ou pinturas mexicanas, assim como na Cabalística Sephiroth, e no Tau egípcio.

Examine os MSS mexicanos (Add.

MSS.

Brit.

Mus.

9789); encontrará nele uma árvore cujo tronco está coberto com dez frutos prontos para serem colhidos por um homem e uma mulher, um de cada lado dela, enquanto do topo do tronco dois ramos se estendem horizontalmente para a direita e

esquerda, formando assim um perfeito      (tau), as extremidades dos dois ramos, além disso, cada uma portando um cacho triplo, com um pássaro — o pássaro da imortalidade, Atman ou o Espírito divino — sentado entre os dois, e assim fazendo o sétimo.

Isso representa a mesma ideia que a Árvore Sephirothal, dez no total, mas, quando separada de sua tríade superior, deixando Sete.

Estes são os frutos celestiais, os dez ou 10, nascidos das duas sementes invisíveis masculina e feminina, perfazendo os 12, ou o Dodecaedro do Universo.

O sistema místico contém o , o ponto central; o

ou      ; o cinco,    , e o sete ou     , ou ainda       ; o triângulo no quadrado e o ponto sintetizador nos triângulos duplos entrelaçados.

Isto para o mundo dos arquétipos.

O mundo fenomênico recebe sua culminação e o reflexo de tudo no HOMEM.

Portanto, ele é o quadrado místico — em seu aspecto metafísico — a Tetraktis; e torna-se o Cubo no plano criativo.

Seu símbolo é o cubo desdobrado e 6 tornando-se 7, ou o       três transversais (o feminino) e quatro verticais; e este é o homem, a culminação da divindade na Terra, cujo corpo é a cruz da carne, sobre, através e na qual ele está sempre crucificando e matando o Logos divino ou seu EU SUPERIOR.

"O universo," diz toda Filosofia e Cosmogonia, "tem um Governante (Governantes coletivamente) posto sobre ele, que é chamado o VERBO (Logos); o Espírito fabricador é sua Rainha: os quais dois são o Primeiro Poder após o UM."

Estes são o Espírito e a Natureza, que dois formam nosso universo ilusório.

Os dois inseparáveis permanecem no Universo das Ideias enquanto ele durar, e então fundem-se de volta em Parabrahm, o Um eternamente imutável.

"O Espírito, cuja essência é eterna, uno e autoexistente," emana uma pura LUZ etérea — uma luz dual não perceptível aos sentidos elementares — nos Purânas, na Bíblia, no Sepher

 Ver "Fonte das Medidas" p. 50 a 53 e também Livro II. Parte 2. 37                                                                          OS TRÊS TIPOS DE LUZ.

Jezirah, nos hinos gregos e latinos, no Livro de Hermes, no Livro Caldeu dos Números, no esoterismo de Lao-tse, em toda parte.

Na Cabala, que explica o significado secreto do Gênesis, esta luz é o HOMEM-DUAL, ou os anjos andróginos (antes, assexuados), cujo nome genérico é ADAM KADMON.

São eles que completam o homem, cuja forma etérea é emanada por outros seres divinos, mas muito inferiores, que solidificam o corpo com barro, ou o "pó da terra" — uma alegoria, de fato, mas tão científica quanto qualquer evolução darwiniana e mais verdadeira.

O autor da "Fonte das Medidas" diz que o fundamento da Cabala e de todos os seus livros místicos é feito para repousar sobre os dez Sephiroth; o que é uma verdade fundamental. Ele mostra estes dez Sephiroth ou os dez números no seguinte diagrama: —

onde o círculo é o nada, sua linha de diâmetro vertical é o primeiro ou primal UM (o Verbo ou Logos), do qual brota a série dos outros números até 9, o limite dos dígitos.

Esta é a primeira Manifestação Divina contendo "todo poder possível de expressão exata de proporção." Por esta especulação cabalística somos ensinados que as Sephiroth "eram os números ou emanações da Luz Celestial (figuras 20612 a 6561), eram as 10 'Palavras', DBRIM, 41224, a luz, da qual eram o fluxo, era o Homem Celestial, o Adam KDM (o 144 - 144); e a Luz, pelo Novo Testamento ou Aliança (ou 41224) criou Deus; assim como, pelo Velho Testamento, Deus (Alhim, 31415) cria a luz (20612 a 6561)."

Ora, há três tipos de luz no Ocultismo, como na Cabala.

(1) A Luz Abstrata e Absoluta, que é Trevas; (2) A Luz do Manifestado-Não-Manifestado, chamada por alguns de Logos; e (3) A última luz refletida nos Dhyan Chohans, os logos menores (os Elohim, coletivamente), que, por sua vez, a derramam sobre o Universo objetivo.

Mas na Cabala — reeditada e cuidadosamente ajustada para se adequar aos dogmas cristãos pelos cabalistas do século XIII — as três luzes são descritas como: — (1) A clara e penetrante, a de Jeová; (2) a luz refletida; e (3) a luz no abstrato." Esta luz abstratamente tomada (em um sentido metafísico ou simbólico) é Alhim (Elohim Deus),

Ver "Isis Unveiled," Vol. II., pp. 300 et seq., para uma prova da antiguidade do sistema decimal de figuras.


enquanto a luz clara e penetrante é Jeová.

A luz de Alhim pertence ao mundo em geral, em sua totalidade e plenitude geral, mas a luz de Jeová é aquela relativa à produção principal, o homem, no qual esta luz penetrou e fez." O autor de "Source of Measures" pertinentemente remete o leitor a "Ancient Faiths embodied in Ancient Names," de Inman, vol. ii., p. 648. Ali, uma gravura de "a vesica piscis, Maria e o emblema feminino, copiada de um rosário da bendita Virgem . . . . impresso em Veneza, 1542," e portanto, como observa Inman, "com licença da Inquisição, consequentemente ortodoxa," mostrará ao leitor o que a Igreja Latina entendia por este "poder penetrante da luz e seus efeitos." Quão tristemente desfiguradas — aplicadas como foram às mais grosseiras concepções antropomórficas — tornaram-se, sob a interpretação cristã, as mais nobres e grandiosas, assim como as mais exaltadas, ideias da divindade da filosofia oriental!

Os ocultistas chamam esta luz de Daiviprakriti no Oriente, e de luz do Cristo no Ocidente.

É a luz do LOGOS, a reflexão direta do eternamente Incognoscível no plano da manifestação Universal.

Mas eis aqui a interpretação dada pelos cristãos modernos a partir da Cabala.

Como declara o autor acima citado: —

"À plenitude do mundo em geral com seu conteúdo principal, o homem, aplica-se o termo Elohim-Jeová.

Em extratos do Zohar, o Rev.

Dr. Cassell (um cabalista), para provar que a Cabala apresenta a doutrina da Trindade, entre outras coisas, diz: "Jeová é Elohim (Alhim) . . . por três passos Deus (Alhim) e Jeová se tornam o mesmo, e embora separados, cada um e juntos, eles são do mesmo um." Similarmente, Vishnu se torna o Sol, o símbolo visível da divindade impessoal.

Vishnu é descrito como "atravessando as sete regiões do Universo em três passos." Mas para os hindus isso é um relato exotérico, um princípio superficial e uma alegoria, enquanto os cabalistas o apresentam como o significado esotérico e final.

Mas para prosseguir: —

"Agora a luz," explica o autor, "como mostrado, é 20612 para 6561, como a enunciação adequada da relação integral e numérica do diâmetro com a circunferência de um círculo.

Deus (Alhim, ou seja, 3 para um, uma forma modificada do acima) é a redução disso, de modo a obter uma unidade padrão um, como base, em geral, de todo cálculo e toda medição.

Mas, para a produção da vida animal, e para medida de tempo especial ou o ano lunar, aquela influência que causa concepção e desenvolvimento embrionário, os números da medida de Jeová (medida 'homem até Jeová'), ou seja, para 355, têm de ser especializados.

Mas esta última razão é apenas uma forma modificada da luz ou 20612 para 6561, como um valor 'p', sendo apenas uma variação do mesmo (isto é, 20612 para 6561 é 31415 para um, ou Alhim ou Deus)— e de tal maneira que um pode ser feito

Isto é, os dois são apenas variações da mesma razão, ou seja, a de 'p'. O objetivo deste comentário é mostrar o mesmo uso de medição para a Cabala como foi empregado nas três Alianças da Bíblia, e nos símbolos da Maçonaria, como acabamos de notar."

"Primeiro, então, os Sephiroth são descritos como Luz, isto é, eles próprios são uma função de, de fato, o mesmo que, a manifestação de Ain Soph; e eles são assim pelo fato de que a Luz representa a razão de 20612 para 6561, como parte das 'Palavras,' DBRIM, 41224, ou quanto à Palavra, Debar, 206 (= 10 côvados). A Luz é tão central na Cabala, ao explicar os Sephiroth, que o livro mais famoso sobre a Cabala é chamado Zohar ou Luz."

Nisto encontramos expressões deste tipo: — "O Infinito era inteiramente desconhecido e não difundia luz alguma antes que o ponto luminoso irrompesse violentamente na visão . . . ." "Quando ele assumiu pela primeira vez a forma (da Coroa, ou a primeira Sephira), fez emanar dela 9 esplêndidas luzes, que, brilhando através dela, difundiram uma luz brilhante em todas as direções": isto é, essas 9 com a sua única (que era a origem, como acima, das nove), juntas perfaziam as 10, isto é, ou , ou a Década sagrada (números ou Sephiroth), ou Jod — e esses números eram "a Luz." Assim como no Evangelho de São João, Deus (Alhim, 31415 para um) era aquela luz (20612 para 6561) pela qual (Luz) todas as coisas foram feitas."

No Sepher Jezirah, ou Números da Criação, todo o processo de evolução é dado em Números.

Em seus "32 caminhos da Sabedoria", o número 3 é repetido quatro vezes, e o número cinco vezes.

Portanto, a Sabedoria de Deus está contida nos números (Sephrim ou Sephiroth), pois Sepher (ou S-ph-ra quando sem vogais) significa "cifrar". E, portanto, também encontramos Platão afirmando que a divindade geometriza ao fabricar o Universo.

O livro cabalístico, o Sepher Jezirah, abre com uma declaração da sabedoria oculta de Alhi em Sephrim, i.e., os Elohim nos Sephiroth.

"Em trinta e dois caminhos, sabedoria oculta, estabeleceu Jah, JHVH, Tzabaoth, Elohi de Israel, Alhim da Vida, El da Graça e Misericórdia — exaltado, elevado Morador nas alturas, e Rei da Eternidade, e seu nome — Santo! em três Sephrim: viz: — B-S'ph-r, V-S'ph-r, V-Siph-o-r."

"Este Comentário expõe 'a Sabedoria Oculta' do texto original pela sabedoria oculta, isto é, pelo uso de palavras que carregam um conjunto especial de Números e uma fraseologia especial, que exporá o próprio sistema explicativo que encontramos ajustar-se tão precisamente na Bíblia Hebraica.

. . . . Ao expor seu esquema, para reforçá-lo e completar sua exposição detalhada em um postulado geral, viz., a única palavra Sephrim (Sephiroth) do Número Jezirah, o autor explica a separação desta palavra nas três subordinadas, um jogo com uma palavra comum s-ph-r, ou número."


O príncipe Al-Chazari diz ao Rabino: — "Desejo agora que me transmitas alguns dos principais ou fundamentais princípios da Filosofia Natural, que, como dizes, foram outrora elaborados por eles (os Antigos Sábios)"; ao que o Rabino responde: — "A tais princípios pertence o Número da Criação de nosso Pai da Raça, Abraão" (isto é, Abrão e Abraão, ou números 41224 e 41252). Ele então diz que este livro do Número trata de ensinar a Alhimidade e a Unicidade através de "DBRIM," isto é, os números da Palavra "Palavras." Ou seja, ensina o uso da razão 31415 para um, através de 41224, o qual, por último, na descrição da Arca da Aliança, foi dividido em duas partes por duas tábuas de pedra, nas quais estes, DBRIM ou 41224, foram escritos ou gravados — ou 20612 por 2. Ele então comenta sobre estas três palavras usadas subordinadamente, e cuida, quanto a uma delas, de fazer o comentário: — "E Alhim (31415 para 1) disse: Haja Luz (20612 para 6561)."

As três palavras, como dadas no texto, são:                  . E o Rabino, ao comentá-las, diz: "Ensina a Alhimidade (31415) e a Unicidade (o diâmetro para Alhim) através de Palavras (DBRIM, 41224), pelas quais, de um lado, há expressão infinita em criações heterogêneas, e, de outro, uma tendência harmônica final à Unicidade" (o que, como todos sabem, é a função matemática do "p" das escolas, que mede, pesa e numera as estrelas do céu, e ainda assim as resolve de volta na Unicidade final do Universo através de Palavras). "Seu acordo final se aperfeiçoa naquela Unicidade que as ordena e que consiste em                   (Livro de Al-Chazari), isto é, o Rabino, em seu primeiro comentário, omite o jod, ou i, de uma das palavras, ao passo que depois o restaura novamente.

Se tomarmos os valores dessas palavras subordinadas, descobrimos que são 340, 340, 346; juntos, somam 1026, e a divisão da palavra geral nestas foi feita para produzir esses números, que por Temurah podem ser alterados de várias maneiras para vários propósitos." (Cabala.)

Pede-se ao leitor que se volte para a Estância IV do Livro I e seu quarto comentário para descobrir que o 3, 4 — (7), e o três vezes sete, ou 1065, o número de Jeová, é o número dos Prajâpatis mencionados no Mahabhârata, ou os três Sephrim (palavras em cifra ou figuras). E esta comparação entre os Poderes Criativos da filosofia arcaica e o Criador antropomórfico do judaísmo exotérico (já que seu esoterismo mostra sua identidade com a Doutrina Secreta) levará o estudante a perceber e descobrir que, em verdade, Jeová é apenas um deus lunar e

AS EMANAÇÕES DE AIN-SOPH.

deus de "geração".

(Veja o Livro I, Parte 2, "Deus Lunus.") É um fato bem conhecido de todo estudante consciencioso da Cabala que, quanto mais fundo ele mergulha nela, mais se convence de que, a menos que a Cabala — ou o que dela resta — seja lida à luz da filosofia esotérica oriental, seu estudo leva apenas à descoberta de que, nas linhas traçadas pelo judaísmo e cristianismo exotéricos, o monoteísmo de ambos nada mais é do que a antiga Astrolatria, agora reivindicada pela Astronomia moderna.

Os cabalistas não cessam de repetir que a inteligência primal jamais pode ser compreendida.

Ela não pode ser apreendida, nem localizada, portanto deve permanecer inominada e negativa.

Daí o Ain-Soph — o "INCOGNOSCÍVEL" e o "INOMINÁVEL" — que, por não poder ser manifestado, concebeu-se emanar Poderes manifestantes.

É, então, com suas emanações apenas que o intelecto humano tem de, e pode, lidar.

A teologia cristã, tendo rejeitado a doutrina das emanações e substituído-as por criações diretas e conscientes de anjos e do restante a partir do nada, agora se encontra irremediavelmente encalhada entre o Sobrenaturalismo, ou milagre, e o materialismo.

Um deus extra-cósmico é fatal para a filosofia; uma Divindade intra-cósmica — isto é, Espírito e matéria inseparáveis um do outro — é uma necessidade filosófica.

Separe-os, e o que resta é uma grosseira superstição sob uma máscara de emocionalismo.

Mas por que "geometrizar", como diz Platão, por que representar essas emanações sob a forma de uma imensa tabela aritmética? A questão é bem respondida pelo autor há pouco citado.

Suas observações são citadas na Parte II, "A Teogonia dos Deuses Criativos."

"Percepção mental", ele diz, "para tornar-se percepção física, deve ter o princípio cósmico da luz: e por isso, nosso círculo mental deve tornar-se visível através da luz; ou, para sua manifestação completa, o Círculo deve ser o da visibilidade física, ou a própria Luz.

Tais concepções, assim formuladas, tornaram-se o fundamento da filosofia do divino manifestando-se no Universo."

Isto é filosofia.

É diferente quando encontramos o Rabi em Al-Chazari dizendo que "sob s'ph-r deve-se entender cálculo e pesagem dos corpos criados.

Pois o cálculo, por meio do qual um corpo deve ser construído em harmonia ou simetria, pelo qual deve estar na construção devidamente arranjado e feito para corresponder ao objeto em design, consiste afinal em número, extensão, massa, peso; relação coordenada de movimentos, então harmonia da música, deve consistir totalmente por número, isto é (S'ph-r). . . Por Sippor (s'phor) deve-se entender as palavras de Alhim, às quais se junta ou adapta o design do arcabouço ou forma da construção; por exemplo, foi dito 'Haja Luz.' A obra tornou-se conforme as PALAVRAS foram pronunciadas, isto é, conforme os números da obra vieram à existência.

. . . ."

Isto é materializar o Espiritual sem escrúpulo.

Mas a Cabala nem sempre foi tão bem adaptada às concepções antropo-monoteístas.


Compare isso com qualquer uma das seis escolas da Índia.

Por exemplo, na filosofia "Sankhya" de Kapila, a menos que, alegoricamente falando, Purusha monte nos ombros de Prakriti, esta permanece irracional, enquanto aquele permanece inativo sem ela.

Portanto, a Natureza (no homem) deve tornar-se um composto de Espírito e Matéria antes que ele se torne o que é; e o Espírito latente na Matéria deve ser despertado para a vida e a consciência gradualmente.

A Mônada tem que passar por suas formas mineral, vegetal e animal, antes que a Luz do Logos seja despertada no homem animal.

Portanto, até então, este último não pode ser referido como "HOMEM", mas deve ser considerado uma Mônada aprisionada em formas em constante mudança.

Evolução, não criação, por meio de PALAVRAS é reconhecida nas filosofias do Oriente, mesmo em seus registros exotéricos.

Ex oriente lux.

Até mesmo o nome do primeiro homem na Bíblia Mosaica teve sua origem na Índia, não obstante a negação do Professor Max Müller.

Os judeus obtiveram seu Adão da Caldeia; e Adão-Adami é uma palavra composta e, portanto, um símbolo múltiplo, e prova os dogmas ocultos.

Este não é o lugar para dissertações filológicas.

Mas o leitor pode ser lembrado de que as palavras Ad e Adi significam em sânscrito "o primeiro"; em aramaico, "Um" (Ad-ad, "o único"); em assírio, "pai", donde Ak-Ad ou "pai-criador". E uma vez que a afirmação se mostre correta, torna-se bastante difícil confinar Adão somente à Bíblia Mosaica, e ver nisso simplesmente um nome judaico.

Vide Parte II deste Volume, "Adão-Adami".

Há frequente confusão nos atributos e genealogias dos deuses nas teogonias, como foram dadas ao mundo pelos escritores semi-iniciados, bramânicos e bíblicos, o Alfa e o Ômega dos registros dessa ciência simbólica.

No entanto, não poderia haver tal confusão feita pelas nações mais antigas, descendentes e alunos dos instrutores divinos: pois tanto os atributos quanto as genealogias estavam inseparavelmente ligados aos símbolos cosmogônicos, sendo os "deuses" a vida e o "princípio-alma" animador das várias regiões do Universo.

Em nenhum lugar e por nenhum povo foi permitido à especulação ir além desses deuses manifestados.

A UNIDADE ilimitada e infinita permaneceu para cada nação um solo virgem proibido, não trilhado pelo pensamento humano,

E Gan-den (Éden) ou Gandunia era a Babilônia e a Mesopotâmia.

Em assírio, Ak significava Criador, a letra K pronunciada Kh (Ah) guturalmente.

De acordo com o misticismo de Swedenborg, Adão não era um homem, mas uma igreja (?) de luz primitiva.

Nos Vedas, Ad-iti é a luz primitiva, o Akâsa do mundo fenomênico.

ADAM-ADAMI.

intocado pela especulação infrutífera.

A única referência feita a ele foi a breve concepção de sua propriedade diastólica e sistólica, de sua expansão e contração periódicas.

No Universo, com suas incalculáveis miríades de sistemas e mundos desaparecendo e reaparecendo na eternidade, os poderes antropomorfizados, ou deuses, suas Almas, tinham de desaparecer da vista com seus corpos: — "O sopro retornando ao seio eterno que os exala e os inala," diz nosso Catecismo.

A "natureza ideal," o Espaço abstrato no qual tudo no Universo é misteriosa e invisivelmente gerado, é o mesmo lado feminino do poder procriador na Natureza, tanto na cosmogonia védica quanto em qualquer outra.

Aditi é Sephira, e a Sophia-Achamoth dos Gnósticos, e Ísis, a virgem Mãe de Hórus.

Em toda Cosmogonia, atrás e acima da divindade criadora, há uma divindade superior, um planejador, um Arquiteto, do qual o Criador é apenas o agente executivo.

E ainda mais acima, sobre e ao redor, dentro e fora, há o INCOGNOSCÍVEL e o desconhecido, a Fonte e Causa de todas essas Emanações.

. . . .

Torna-se assim fácil explicar a razão pela qual "Adam-Adami" é encontrado na escritura caldaica, certamente anterior aos Livros Mosaicos.

Em assírio, Ad é o pai, e em aramaico Ad é "Um," e Ad-ad o "único," enquanto Ak é em assírio "criador." Assim, Ad-am-ak-ad-mon tornou-se Adam Kadmon na Cabala (Zohar), significando, como significava, o "Um (Filho) do Pai divino, ou o criador," pois as palavras "am" e "om" significaram em certa época, em quase todas as línguas, o divino, ou a divindade.

Assim, Adam Kadmon e Adam-Adami passaram a significar: — "A primeira emanação do Pai-Mãe ou natureza divina," e literalmente "o primeiro divino." E é fácil ver que Ad-Argat (ou Aster't, a deusa síria, consorte de Ad-on, o deus senhor da Síria ou o Adonai judaico), e Vênus, Ísis, Ishtar, Mylitta, Eva, etc., etc., são idênticas à Aditi e Vâch dos hindus.

Todas elas são as "Mães de todos os viventes" e "dos deuses." Por outro lado — cósmica e astronomicamente — todos os deuses masculinos tornaram-se, primeiro, "Deuses-Sol," depois, teologicamente, os "Sóis da Justiça" e os Logoi, todos simbolizados pelo Sol. Eles são todos Protogonoi (os primogênitos) e

Adão é vermelho, e assim também são Brahmâ-Viraj e Marte — deus e planeta.

A água é o sangue da Terra; portanto, todos esses nomes estão conectados com a Terra e a Água.

"É preciso terra e água para criar uma alma humana," diz Moisés.

Marte é idêntico a Kartikeya, Deus da Guerra (em um sentido) — deus que nasce do Suor de Siva, Sivâ Gharmaja e da Terra.

No Mahabhârata, ele é mostrado como nascido sem a intervenção de uma mulher.

E ele também é chamado de "Lohita", o vermelho, como Adão e os outros "primeiros homens". Por isso, o autor de "The Source of Measures" tem toda razão em pensar que Marte (e todos os outros deuses de atributos semelhantes), "sendo o deus da guerra e da carnificina, era apenas uma ideia secundária que fluía da ideia primária do derramamento de sangue na concepção pela primeira vez". Por isso, Jeová tornou-se mais tarde um deus guerreiro, "Senhor dos Exércitos", e alguém que ordena a guerra.

Ele é o agressivo Zodh — ou Caim por permutação, que matou seu "irmão" (feminino), cujo "sangue clama da terra", tendo a Terra aberto sua boca para receber o sangue.

(Gênesis iii.) Mikroprosopoi.


Para os judeus, Adão Kadmon era o mesmo que Athamaz, Tamaz, ou o Adônis dos gregos — "o Uno com, e de seu pai" — o "Pai" tornando-se durante as Raças posteriores Hélios, o Sol, como Apolo Karneios, por exemplo, que era o "nascido do Sol"; Osíris, Ormazd, e assim por diante, foram todos seguidos e, mais tarde, transformados em tipos ainda mais terrenos: tais como Prometeu, o crucificado do Monte Kajbee, Hércules, e muitos outros, deuses-sol e heróis, até que todos vieram a não ter melhor significado do que símbolos fálicos.

No Zohar está dito: "O homem foi criado pelas Sephiroth (Elohim-Javé, também) e eles engendraram pelo poder comum o Adão terreno". Portanto, em Gênesis, os Elohim dizem: — "Eis que o homem se tornou como um de nós". Mas na Cosmogonia ou "Criação" hindu, Brahmâ-Prajâpati cria Virâj e os Rishis, espiritualmente; portanto, estes últimos são distintamente chamados "os Filhos Nascidos da Mente de Brahmâ"; e esse modo específico de engendrar excluía toda ideia de falicismo, pelo menos nas nações humanas anteriores.

Este exemplo ilustra bem a respectiva espiritualidade das duas nações.

—————

3. DISSE O "SENHOR DO ROSTO RESPLANDESCENTE": "EU TE ENVIAREI UM FOGO QUANDO TUA OBRA FOR COMEÇADA. LEVANTA TUA VOZ PARA OUTROS LOKAS, APELA A TEU PAI, O SENHOR DO LÓTUS (Kumuda-Pati) (a) POR SEUS FILHOS . . . . TEU POVO ESTARÁ SOB O DOMÍNIO DOS PAIS (Pitri-pati). TEUS HOMENS SERÃO MORTAIS.

OS HOMENS DO SENHOR DA SABEDORIA (Budha, Mercúrio), NÃO OS FILHOS DE SOMA (a Lua), SÃO IMORTAIS.

CESSA TEUS LAMENTOS (b). TEUS SETE PELES AINDA ESTÃO SOBRE TI.

. . . TU NÃO ESTÁS PRONTO.

TEUS HOMENS NÃO ESTÃO PRONTOS (c).

(a) Kumuda-Pati é a Lua, a progenitora da Terra, em sua região de Soma-loka.

Embora os Pitris (Pitar ou "Pais") sejam filhos dos deuses, em outros lugares filhos de Brahmâ e até mesmo Rishis, eles são geralmente conhecidos como os ancestrais "lunares".

(b) Pitri-pati é o senhor ou rei dos Pitris, Yama, o deus da Morte e o Juiz dos mortais.

Os homens de Budha (Mercúrio) são

"Karna" significa radiante, de "carne", "um raio", e Karneios, que era um título de Apolo entre os celtas, assim como entre os gregos, significava "nascido do Sol".

A PRIMEIRA GUERRA NO CÉU.

metaforicamente imortais através de sua Sabedoria.

Tal é a crença comum daqueles que creditam que toda estrela ou planeta é habitado.

(E há homens de ciência — M. Flammarion, entre outros — que acreditam nisso fervorosamente, tanto com base em dados lógicos quanto astronômicos). Sendo a Lua um corpo inferior até mesmo à Terra, para não falar de outros planetas, os homens terrestres produzidos por seus filhos — os homens lunares ou "ancestrais" — a partir de sua casca ou corpo, não podem ser imortais.

Eles não podem esperar tornar-se homens reais, autoconscientes e inteligentes, a menos que sejam aperfeiçoados, por assim dizer, por outros criadores.

Assim, na lenda Purânica, o filho da Lua (Soma) é Budha (Mercúrio), "o inteligente" e o Sábio, porque ele é a prole de Soma, o "regente" da Lua visível, não de Indu, a Lua física.

Assim, Mercúrio é o irmão mais velho da Terra, metaforicamente — seu meio-irmão, por assim dizer, a prole do Espírito — enquanto ela (a Terra) é a progênie do corpo.

Essas alegorias têm um significado mais profundo e mais científico (astronômica e geologicamente) do que nossos físicos modernos estão dispostos a admitir.

Todo o ciclo da "primeira Guerra no Céu", o Târaka-mâya, é tão pleno de verdades filosóficas quanto de verdades cosmogônicas e astronômicas.

Pode-se traçar ali as biografias de todos os planetas pela história de seus deuses e governantes.

Usanas (Sukra, ou Vênus), o amigo do peito de Soma e o inimigo de Brihaspati (Júpiter), o instrutor dos deuses, cuja esposa Tara (ou Taraka) havia sido levada pela Lua, Soma — "de quem ele gerou Budha" — também tomou parte ativa nessa guerra contra "os deuses" e foi imediatamente degradado a uma divindade demoníaca (Asura), e assim permanece até hoje.

Aqui a palavra "homens" refere-se aos homens celestes, ou o que na Índia é chamado de PITAR ou pitris, os Pais, os progenitores dos homens.

Este

A engenhosidade dessa alegoria em seus múltiplos significados é realmente grande.

Assim, Brihaspati (o planeta Júpiter) ou Brahmanaspati é, no Rig Veda, uma divindade que é o símbolo e o protótipo do culto exotérico ou ritualístico.

Ele é sacerdote sacrificador, suplicante e o médium através do qual as orações dos mortais alcançam os deuses.

Ele é o Purohita (sacerdote da família, ou Capelão da Corte) do Olimpo hindu e o Guru espiritual dos Deuses.

Soma é o deus do mistério e preside a natureza mística e oculta no homem e no Universo.

Tara, a esposa do sacerdote, que simboliza o adorador, prefere as verdades esotéricas à sua mera casca, o exoterismo; portanto, ela é mostrada como levada por Soma.

Agora Soma é o suco sagrado desse nome, que proporciona visões místicas e revelações de transe, cujo resultado dessa união é Budha (Sabedoria), Mercúrio, Hermes, etc., etc.; essa ciência, em suma, que até hoje é proclamada pelos Brihaspatis da Teologia como diabólica e satânica.

Que admira que, ao expandir o ciclo dessa alegoria, encontremos a teologia cristã abraçando a querela dos deuses hindus, e considerando Usanas (Lúcifer), que ajudou Soma contra aquela antiga personificação do culto ritualístico (Brahmanaspati, o senhor dos brâmanes, agora tornado "Júpiter-Jeová"), como SATÃ, o "inimigo de Deus"!


não remove a aparente dificuldade, em vista das hipóteses modernas, do ensinamento que mostra esses progenitores ou ancestrais criando os primeiros Adões humanos a partir de seus lados: como sombras astrais.

E embora seja um aperfeiçoamento da costela de Adão, ainda assim dificuldades geológicas e climáticas serão apresentadas.

Tal, porém, é o ensinamento do Ocultismo.

(c) O organismo do homem foi adaptado em cada raça ao seu ambiente.

A primeira Raça-Raiz era tão etérea quanto a nossa é material.

A progênie dos sete Criadores, que evoluiu os sete Adões primordiais, certamente não necessitava de gases purificados para respirar e viver (ver Parte III.

deste Volume). Portanto, por mais fortemente que a impossibilidade desse ensinamento seja instada pelos devotos da ciência moderna, o Ocultista sustenta que o caso era como foi afirmado, milhões de anos antes mesmo da evolução do Lemuriano, o primeiro homem físico, que ocorreu há 18.000.000 de anos.

A evolução preliminar é descrita em um dos LIVROS DE DZYAN e nos Comentários sobre ele, desta maneira: —

A Escritura Arcaica ensina que no começo de cada Kalpa local, ou Ronda, a terra renasce; "assim como o Jiva humano (mônada), ao passar para um novo ventre, é recoberto com um novo corpo, assim também o Jiva da Terra; ele recebe um revestimento mais perfeito e sólido a cada Ronda, após emergir mais uma vez da matriz do espaço para a objetividade" (Comentário). Esse processo é acompanhado, naturalmente, pelas dores do novo nascimento ou convulsões geológicas.

Assim, a única referência a isso está contida em um versículo do volume do Livro de Dzyan diante de nós, onde se diz:

—————

4. E APÓS GRANDES DORES ELA (a Terra) LANÇOU FORA SUAS VELHAS TRÊS PELES E VESTIU SUAS NOVAS SETE PELES, E PERMANECEU EM SUA PRIMEIRA (a).

(a) Isso se refere ao crescimento da Terra, enquanto na Estância que trata da Primeira Ronda é dito (dado no Comentário):

"Após a natureza imutável (avikâra) e imutável (Essência, sadaikarûpa) ter despertado e mudado (diferenciado) para (um estado de) causalidade (avayakta), e da causa (Karana) ter se tornado seu próprio efeito discreto (vyakta), do invisível tornou-se visível."

O menor dos pequenos (o mais atômico dos

O primeiro Adão é a Hoste Sefirótica; o segundo Adão é a primeira Raça-Raiz humana, sem Mente; o terceiro Adão é a raça que se separou, cujos olhos se abriram.

Para uma discussão das objeções científicas às visões e figuras aqui enunciadas, o leitor é remetido aos Adendos, que formam a Parte III.

deste livro.

NARADA E ASURAMAYA.

átomos, ou aniyâmsam aniyasam) tornou-se o um e o muitos (ekanekárûpa); e produzindo o Universo, produziu também o Quarto Loka (nossa Terra) na guirlanda dos sete lotos.

O Achyuta então se tornou o Chyuta.

Diz-se que a Terra lança fora suas três velhas peles, porque isso se refere às três Rondas precedentes que ela já atravessou; sendo a presente a quarta Ronda das sete.

No início de cada nova RONDA, após um período de "obscuração", a terra (como também as outras seis "terras") lança fora, ou supõe-se que lance fora, suas velhas peles como a Serpente o faz: por isso ela é chamada no Aitareya-Brâhmana de Sarpa Rajni, "a Rainha das Serpentes", e "a mãe de tudo o que se move". As "Sete Peles", na primeira das quais ela agora se encontra, referem-se às sete mudanças geológicas que acompanham e correspondem à evolução das Sete Raças-Raiz da Humanidade.

A Estância II, que fala desta Ronda, começa com algumas palavras de informação sobre a idade de nossa Terra.

A cronologia será dada em seu devido lugar.

No Comentário anexo à Estância, duas personagens são mencionadas: Narada e Asura Maya, especialmente este último.

Todos os cálculos são atribuídos a essa celebridade arcaica; e o que se segue tornará o leitor superficialmente familiarizado com algumas dessas figuras.

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DOIS ASTRÔNOMOS ANTEDILUVIANOS.

Para a mente do estudante oriental do Ocultismo, duas figuras estão indissoluvelmente ligadas à astronomia mística, à cronologia e aos seus ciclos.

Duas figuras grandiosas e misteriosas, erguendo-se como dois gigantes no Passado Arcaico, emergem diante dele, sempre que ele tem de se referir aos Yugas e Kalpas.

Quando, em que período da pré-história viveram, ninguém, exceto alguns homens no mundo, sabe, ou jamais poderá saber com aquela certeza que é exigida pela cronologia exata.

Pode ter sido há 100.000 anos, pode ter sido há 1.000.000, por tudo o que o mundo exterior jamais saberá.

O Ocidente místico e a Maçonaria falam alto de Enoque e Hermes.

O Oriente místico fala de NARADA, o antigo Rishi Védico, e de ASURAMAYA, o Atlante.

Já foi insinuado que, de todos os personagens incompreensíveis no Mahabhârata e nos Purânas, Narada, o filho de Brahmâ no Matsya Purâna, a progênie de Kasyapa e da filha de Daksha

Significa aquilo que não está sujeito a queda ou mudança para pior: o Infallível; e é o inverso de chyuta, "o Caído". Os Dhyanis que encarnam nas formas humanas da Terceira Raça-Raiz e as dotam de intelecto (Manas) são chamados de chyuta, pois caem na geração.


no Vishnu Purâna, é o mais misterioso.

Ele é referido pelo honroso título de Deva Rishi (Rishi divino, mais que um semideus) por Parasâra, e ainda assim é amaldiçoado por Daksha e até por Brahmâ.

Ele informa Kansa que Bhagavat (ou Vishnu no exoterismo) encarnaria no oitavo filho de Devaki, e assim traz a ira do Herodes indiano sobre a mãe de Krishna; e então, da nuvem em que está sentado — invisível como um verdadeiro Manasaputra — ele louva Krishna, com deleite pelo feito do Avatar em matar o monstro Kesim.

Narada está aqui, ali e em toda parte; e, no entanto, nenhum dos Purânas dá as verdadeiras características desse grande inimigo da procriação física.

Quaisquer que sejam essas características no Esoterismo Hindu, Narada — que é chamado no Ocultismo Cis-Himalaio de Pesh-Hun, o "Mensageiro", ou o Angelos grego — é o único confidente e executor dos decretos universais de Karma e Adi-Budh: uma espécie de logos ativo e sempre encarnante, que lidera e guia os assuntos humanos do início ao fim do Kalpa.

"Pesh-Hun" é uma possessão geral, não uma possessão hindu especial.

Ele é o misterioso poder inteligente que guia, que dá o impulso e regula o ímpeto dos ciclos, Kalpas e eventos universais. Ele é o ajustador visível do Karma em escala geral; o inspirador e o líder dos maiores heróis deste Manvantara.

Nas obras exotéricas, ele é referido por alguns nomes pouco lisonjeiros; tais como "Kali-Kâraka", criador de contendas, "Kapi-vaktra", cara de macaco, e até "Pisuna", o espião, embora em outros lugares seja chamado de Deva-Brahmâ.

Até Sir W. Jones ficou fortemente impressionado com esse caráter misterioso, a partir do que colheu em seus Estudos Sânscritos.

Ele o compara a Hermes e Mercúrio, e o chama de "o eloquente mensageiro dos deuses" (ver Asiat.

Res.

I. p. 264). Tudo isso levou o falecido Dr. Kenealy ("Livro de Deus"), com base no fato de que os hindus acreditam que ele seja um grande Rishi, "que está para sempre vagando pela terra, dando bons conselhos", a ver nele um de seus doze Messias.

Ele estava, talvez, não tão longe do verdadeiro caminho quanto alguns imaginam.

O que Narada realmente é não pode ser explicado por escrito; nem as gerações modernas dos profanos colheriam muito da informação.

Mas pode-se observar que, se há no Panteão Hindu uma divindade que se assemelha a Jeová, ao tentar pela "sugestão" de pensamentos e pelo "endurecimento" dos corações daqueles que ele faria seus instrumentos e vítimas, é Narada.

Somente com este último não há desejo de obter um pretexto para "afligir" e, assim, mostrar que "Eu sou o Senhor Deus".

O ESPELHO DO FUTURO.

Nem é por qualquer motivo ambicioso ou egoísta; mas, verdadeiramente, para servir e guiar o progresso e a evolução universais.

Narada é um dos poucos personagens proeminentes, exceto alguns deuses, nos Purânas, que visita as chamadas regiões inferiores ou infernais, Pâtâla.

Seja ou não por seu intercâmbio com o Sesha de mil cabeças, a serpente que sustenta os sete Pâtâlas e o mundo inteiro como um diadema sobre suas cabeças, e que é o grande mestre da astronomia, que Narada aprendeu tudo o que sabia, certo é que ele supera o Guru de Garga em seu conhecimento das complexidades cíclicas.

É ele quem tem a cargo nosso progresso e o bem-estar ou o mal-estar nacional.

É ele quem provoca guerras e põe fim a elas.

Nas antigas Estâncias, Pesh-Hun é creditado por ter calculado e registrado todos os ciclos astronômicos e cósmicos vindouros, e por ter ensinado a Ciência aos primeiros observadores da abóbada estrelada.

E é Asuramaya quem, segundo se diz, baseou todas as suas obras astronômicas nesses registros, determinou a duração de todos os períodos geológicos e cósmicos passados, e a extensão de todos os ciclos vindouros, até o fim deste ciclo de vida, ou o fim da sétima Raça.

Há uma obra entre os Livros Secretos, chamada o "Espelho do Futuro", na qual todos os Kalpas dentro de Kalpas e ciclos dentro do seio de Sesha, ou Tempo infinito, estão registrados.

Esta obra é atribuída a Pesh-Hun Narada.

Há outra obra antiga que é atribuída a vários atlantes.

São esses dois Registros que nos fornecem os números de nossos ciclos e a possibilidade de calcular a data dos ciclos vindouros.

Os cálculos cronológicos que serão apresentados em seguida são, no entanto, os dos Brâmanes, como explicado adiante; mas a maioria deles são também os da Doutrina Secreta.

A cronologia e os cálculos dos Iniciados Brâmanes baseiam-se nos registros zodiacais da Índia e nas obras do astrônomo e mago acima mencionado — Asuramaya.

Os registros zodiacais atlantes não podem errar, pois foram compilados sob a orientação daqueles que primeiro ensinaram astronomia, entre outras coisas, à humanidade.

Mas aqui, novamente, estamos deliberada e temerariamente enfrentando uma nova dificuldade.

Ser-nos-á dito que nossa afirmação é contraditada pela ciência, na pessoa de um homem considerado grande autoridade (no Ocidente) em todos os assuntos da literatura sânscrita — o Professor Albrecht Weber, de Berlim.

Isto, para nosso grande pesar, não pode ser evitado; e estamos prontos a sustentar o que agora é afirmado.

Asuramaya, a quem a tradição épica aponta como o mais antigo astrônomo em Aryavarta, aquele a quem "o Deus-Sol transmitiu o conhecimento das estrelas," em própria pessoa, como o próprio Dr. Weber afirma, é por ele identificado, de alguma maneira muito misteriosa, com o "Ptolemaios" dos gregos.


Nenhuma razão mais válida é dada para essa identificação senão que "este último nome (Ptolemaios), como vemos pela inscrição de Piyadasi, tornou-se o indiano 'Turamaya,' do qual o nome 'Asuramaya' poderia muito facilmente crescer." Sem dúvida "poderia," mas a questão vital é — Há boas provas de que assim cresceu? A única evidência dada para isso é que deve ser assim: "uma vez que este Maya é distintamente atribuído a Romaka-pura no Ocidente." O Maya é evidente, pois nenhum sânscritista entre os europeus pode dizer onde ficava essa localidade de "Romaka-pura," exceto, de fato, que estava em algum lugar "no Ocidente." De qualquer forma, como nenhum membro da Sociedade Asiática, ou orientalista ocidental, jamais dará ouvidos a um ensinamento brâmane, é inútil levar em consideração as objeções dos orientalistas europeus.

"Romakapura" estava "no Ocidente," certamente, pois era parte integrante do último continente da ATLÂNTIDA.

E é igualmente certo que é a Atlântida que é designada nos Purânas hindus como o local de nascimento de Asuramaya, "tão grande mago quanto era Astrólogo e Astrônomo." Além disso, o Prof.

Weber recusa-se a atribuir qualquer grande antiguidade ao Zodíaco indiano, e sente-se inclinado a pensar que os hindus nunca conheceram um Zodíaco até que "tivessem tomado emprestado um dos gregos." Esta afirmação colide com as mais antigas tradições da Índia, e deve, portanto, ser ignorada.

(Vide "O Zodíaco e sua Antiguidade"). Somos tanto mais justificados em ignorá-la, pois o próprio erudito Professor alemão nos diz na introdução de sua obra (História da Literatura Sânscrita) que "além dos obstáculos naturais que impedem a investigação (na Índia), ainda prevalece uma densa névoa de preconceitos e opiniões pré-concebidas pairando sobre a terra, e envolvendo-a como com um véu." Preso nesse véu, não é de admirar que o Dr. Weber tenha sido ele próprio levado a erros involuntários.

Esperemos que ele saiba melhor agora.

Agora, quer seja Asuramaya considerado um mito moderno, uma personagem que floresceu no tempo dos gregos macedônios, ou aquilo que os Ocultistas afirmam que ele seja, em qualquer caso os seus cálculos concordam inteiramente com os dos Registros Secretos.

A partir de fragmentos de obras imensamente antigas atribuídas ao astrônomo atlante, e encontrados no Sul da Índia, o calendário mencionado em outro lugar foi compilado por dois brâmanes muito eruditos em 1884 e 1885. A obra é proclamada pelos melhores Pundits como irrepreensível — do ponto de vista bramânico — e até aqui se relaciona com a cronologia dos ensinamentos ortodoxos.

Se compararmos as suas afirmações com aquelas feitas vários anos antes em "Ísis sem Véu", com os ensinamentos fragmentários publicados por alguns Teosofistas, e com os dados atuais derivados dos Livros Secretos do Ocultismo, ver-se-á que tudo concorda perfeitamente, exceto em alguns detalhes que não podem ser explicados; pois segredos da Iniciação superior — tão desconhecidos para o escritor quanto para o leitor — teriam de ser revelados, e isso não pode ser feito.

(Mas veja "Cronologia dos Brâmanes" no final da Estância II.) ESTÂNCIA II.                                        A NATUREZA SEM AUXÍLIO FALHA.


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(5) Após períodos enormes, a Terra cria monstros.

(6) Os "Criadores" estão descontentes.

(7) Eles secam a Terra.

(8) As formas são destruídas por eles.

(9) As primeiras grandes marés.

(10) O começo da incrustação.

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5. A RODA GIROU POR TRINTA CRORES (de anos, ou 300.000.000). ELA CONSTRUIU RUPAS (formas). PEDRAS MOLES, QUE SE ENDURECERAM (minerais); PLANTAS DURAS, QUE SE AMOLECERAM (vegetação). VISÍVEL DO INVISÍVEL, INSETOS E PEQUENAS VIDAS (sarisripa, swapada). ELA (a Terra) SACUDIU-OS DE SUAS COSTAS, SEMPRE QUE ELES INVADIAM A MÃE (a). APÓS TRINTA CRORES DE ANOS, ELA SE VOLTOU.

ELA DEITOU-SE DE COSTAS; SOBRE O SEU LADO.

. . . . ELA NÃO CHAMARIA FILHOS DO CÉU, ELA NÃO PEDIRIA FILHOS DA SABEDORIA.

ELA CRIOU DO SEU PRÓPRIO SEIO.

ELA EVOLUIU HOMENS-AQUÁTICOS TERRÍVEIS E MAUS (b).

(a) Isto se refere a uma inclinação do eixo — da qual houve várias — a um dilúvio e caos consequentes na Terra (não tendo, contudo, referência ao caos primevo), no qual monstros, metade humanos, metade animais, foram gerados.

Encontramo-lo mencionado no "Livro dos Mortos", e também no relato caldeu da criação, nas Tábuas de Cuta, embora mutilado.

300 milhões de anos, ou Três Eras Ocultas.

O Rig Veda tem a mesma divisão.

No "Hino do Médico" (X 1), diz-se que "as plantas vieram à existência três eras (Triyugam) antes dos deuses" em nossa Terra (Ver "Cronologia dos Brâmanes" no final desta Estância).

OS MONSTROS DO CAOS.

Não é nem mesmo alegoria.

Aqui temos fatos, que são encontrados repetidos no relato de Pymander, bem como nas tábuas caldeias da criação.

Os versos podem quase ser verificados pela Cosmogonia, conforme dada por Beroso, que foi desfigurada a ponto de ficar irreconhecível por Eusébio, mas algumas de suas características ainda podem ser encontradas em fragmentos deixados por autores gregos antigos — Apolodoro, Alexandre Políhistor, etc., etc.

"Os homens aquáticos, terríveis e maus", que eram produção apenas da natureza física, um resultado do "impulso evolutivo" e a primeira tentativa de criar o homem, a "coroa", e o objetivo e meta de toda vida animal na Terra — são mostrados como fracassos em nossas Estâncias.

Não encontramos o mesmo na Cosmogonia de Beroso, denunciada com tamanha veemência como o auge do absurdo pagão? E ainda assim, qual dos Evolucionistas pode dizer que as coisas no início não aconteceram como são descritas? Que, como sustentado nos Purânas, nos fragmentos egípcios e caldeus, e até mesmo no Gênesis, não houve duas, e até mais, "criações" antes da última formação do Globo; que, mudando suas condições geológicas e atmosféricas, mudou também sua flora, sua fauna e seus homens? Essa afirmação concorda não apenas com toda Cosmogonia antiga, mas também com a ciência moderna, e até, em certo grau, com a teoria da evolução, como pode ser demonstrado em poucas palavras.

Não há "criação das trevas", nem "Dragão Maligno" conquistado por um Deus Sol, nas mais antigas Cosmogonias mundiais.

Mesmo entre os acadianos, o grande Abismo (o Abismo Aquoso, ou ESPAÇO) era o local de nascimento e morada de Ea, a Sabedoria, a Deidade infinita incognoscível.

Mas com os Semitas e os caldeus posteriores, o Abismo insondável da Sabedoria torna-se matéria grosseira, Substância pecaminosa, e Ea é transformado em Tiamat, o dragão morto por Merodach, ou Satanás, nas ondas astrais.

Nos Purânas hindus, Brahmâ, o criador, é visto recomeçando de novo várias criações após igual número de fracassos; e duas grandes criações são mencionadas, a Padma e a Vârâha, a presente, quando a Terra foi erguida das águas por Brahmâ, em forma de javali, ou "Vârâha Avatar". A criação é mostrada como um esporte, uma diversão (Lîlâ) do deus criativo.

O Zohar fala de mundos primordiais, que pereciam assim que vinham à existência.

E o mesmo é dito no Midraish, o Rabino Abahu explicando distintamente (em Bereschith Rabba, Parscha IX.) que "o Santo" havia sucessivamente criado e de- struído diversos mundos, antes de ter sucesso no presente.


Isto não se relaciona apenas a outros mundos no espaço, mas a um mistério do nosso próprio globo contido na alegoria sobre os "reis de Edom". Pois as palavras, "Este me agrada", são repetidas em Gênesis i. 31, embora em termos desfigurados, como de costume.

Os fragmentos caldeus de Cosmogonia nas inscrições cuneiformes, e em outros lugares, mostram duas criações distintas de animais e homens, sendo a primeira destruída, por ter sido um fracasso.

As tábuas cosmogônicas provam que esta nossa criação atual foi precedida por outras (Ver "Hibbert Lectures", p. 390); e como mostrado pelo autor de "The Qabbalah", no Zohar, Siphrah Dzeniouta, em Jovah Rabbah, 128a, etc., etc.

A Cabala afirma o mesmo.

(b) Oannes (ou Dagon, o "Homem-peixe" caldeu) divide sua Cosmogonia e Gênesis em duas porções.

Primeiro o abismo de águas e trevas, onde residiam os seres mais hediondos — homens com asas, homens de quatro e duas faces, seres humanos com duas cabeças, com as pernas e chifres de uma cabra (nossos "homens-cabra"), hipocentauros, touros com cabeças de homens, e cães com caudas de peixes.

Em suma, combinações de vários animais e homens, de peixes, répteis e outros animais monstruosos assumindo as formas e semblantes uns dos outros.

O elemento feminino em que residiam é personificado por Thalatth — o Mar, ou "Água" — que foi finalmente conquistado por Belus, o princípio masculino.

E Polihistor diz: "Belus veio e cortou a mulher em duas partes, e de uma metade dela formou a Terra, e da outra metade os céus, e ao mesmo tempo destruiu os animais dentro dela." Como pertinentemente observou I. Myer, "com os acadianos, cada objeto e poder da Natureza tinha seu Zi, Espírito.

Os acadianos formavam suas divindades em tríades, geralmente masculinas (sem sexo, antes?); os semitas também tinham divindades triádicas, mas introduziram o sexo" (p. 246) — ou falicismo.

Com os arianos e os primeiros acadianos, todas as coisas são emanações através de, não por, um criador ou logos.

Com os semitas, tudo é gerado.

De acordo com o comentarista Kwoh P'oh, na obra chamada Shan-Hai-King, "Maravilhas por Mar e Terra", uma obra que foi escrita pelo historiador Chung Ku a partir de gravuras em nove urnas feitas pelo Imperador Yu (2255 a.C.), menciona-se um encontro com homens tendo duas faces distintas em suas cabeças, uma na frente e outra atrás, monstros com corpos de cabras e rostos humanos, etc.

Gould, em seu "Mythical Monsters", p. 27, ao citar os nomes de alguns autores de História Natural, menciona Shan-Hai-King.

Segundo Kwoh P'oh (276-324 d.C.), esta obra foi compilada três mil anos antes de seu tempo, ou a uma distância de sete dinastias.

Yang Sun, da Dinastia Ming (iniciada em 1368 d.C.), afirma que ela foi compilada por Kung Chia e Chung Ku (como dito acima). Chung Ku, na época do último imperador da dinastia Hia, em 1818 a.C., temendo que o imperador destruísse os livros que tratavam dos tempos antigos, levou-os em sua fuga para Yin.

(Veja "Mythical Monsters", de C. Gould, p. 27.) 55 A NATUREZA FÍSICA SEM AUXÍLIO FALHA.

6. OS HOMENS-D'ÁGUA, TERRÍVEIS E MAUS, ELA MESMA CRIOU.

DOS RESTOS DE OUTROS (dos restos mineral, vegetal e animal) DA PRIMEIRA, SEGUNDA E TERCEIRA (Rondas) ELA OS FORMOU.

OS DHYANI VIERAM E OLHARAM.

. . . . OS DHYANI, DO BRILHANTE PAI-MÃE, DAS REGIÕES BRANCAS (solar-lunares) ELES VIERAM, DAS MORADAS DOS IMORTAIS-MORTAIS (a).

(a) As explicações dadas em nossas Estâncias são muito mais claras do que aquilo que a lenda da criação da tabuleta de Cutha daria, mesmo que estivesse completa.

O que nela se preserva, no entanto, corrobora-as.

Pois, na tabuleta, "o Senhor dos Anjos" destrói os homens no abismo, quando "não restaram carcaças e resíduos" após serem abatidos.

Depois disso, eles, os Grandes Deuses, criam homens com corpos de aves do deserto, seres humanos, "sete reis, irmãos da mesma família", etc., o que é uma referência às qualidades locomotivas dos corpos etéreos primários dos homens, que podiam voar tão bem quanto andar, mas que "foram destruídos" porque não eram "perfeitos", isto é, "eram assexuados, como os Reis de Edom".

Livre de metáforas e alegorias, o que dirá a ciência a esta ideia de uma criação primordial das espécies? Objetará que os "Anjos" e "Espíritos" não têm nada a ver com isso: mas se é a natureza e a lei física da evolução que são as criadoras de tudo o que existe agora na Terra, por que não poderia ter havido "nenhum abismo" quando o globo estava coberto de águas, nas quais inúmeros seres monstruosos foram gerados? São os "seres humanos" e os animais com cabeças humanas e faces duplas que constituem o ponto da objeção? Mas se o homem é apenas um animal superior e evoluiu da espécie bruta por uma série infinita de transformações, por que os "elos perdidos" não poderiam ter tido cabeças humanas ligadas a corpos de animais, ou, sendo bicéfalos, ter cabeças de bestas e vice-versa, nos primeiros esforços da Natureza? Não nos são mostrados, durante os períodos geológicos, nas eras dos répteis e dos mamíferos, lagartos com asas de pássaros e cabeças de serpentes em corpos de animais? E, argumentando do ponto de vista da ciência, a nossa própria raça humana moderna não nos fornece ocasionalmente espécimes de monstros: crianças bicéfalas, corpos de animais com cabeças humanas, bebês com cabeça de cão, etc., etc.? E isso prova que, se a natureza ainda representa tais

"Os três Ribhus" que, no entanto, se tornam "três vezes sete em número" de seus dons.

Lembre-se das "Raças Aladas" de Platão; e dos relatos do Popol-Vuh sobre a primeira raça humana, que podia andar, voar e ver objetos, por mais distantes que fossem.

Ver "Monstros Míticos", de Charles Gould.


caprichos agora que ela se estabeleceu por eras na ordem de seu trabalho evolutivo, monstros, como os descritos por Beroso, eram uma possibilidade em seu programa inicial; possibilidade essa que pode até ter existido outrora como lei, antes de ela classificar suas espécies e começar a trabalhar regularmente sobre elas; o que, de fato, agora admite prova definitiva pelo simples fato da "REVERSÃO", como a ciência o expressa.

Isto é o que a doutrina ensina e demonstra por inúmeras provas.

Mas não aguardaremos a aprovação nem da teologia dogmática nem da ciência materialista, e prosseguiremos com as Estâncias.

Que estas falem por si mesmas, com o auxílio da luz lançada pelos Comentários e suas explicações; o aspecto científico dessas questões será considerado mais adiante.

Assim, a natureza física, quando deixada a si mesma na criação do animal e do homem, mostra-se ter falhado.

Ela pode produzir os dois primeiros e os reinos animais inferiores, mas quando chega a vez do homem, poderes espirituais, independentes e inteligentes são necessários para sua criação, além das "vestes de pele" e do "Sopro da Vida animal". As Mônadas humanas das Rondas precedentes precisam de algo mais elevado do que materiais puramente físicos para construir suas personalidades, sob pena de permanecerem até abaixo de qualquer animal "Frankenstein".

E se, cercado por eras por uma fauna que se alterava de um período ou ciclo para outro, que se extinguia, que renascia em outras formas — de modo que agora não existe um único animal na Terra, grande ou pequeno, contemporâneo do homem daquele período — se, então, todo animal foi transformado, exceto o próprio homem, esse fato prova não apenas sua antiguidade, mas que ele é um Reino distinto.

Por que só ele teria escapado da transformação? Porque, diz de Quatrefages, a arma usada por ele em sua luta com a natureza e as sempre mutáveis condições e elementos geológicos foi "sua força psíquica, não sua força física ou corpo", como no caso dos animais.

Dê ao homem apenas aquela dose de inteligência e razão com a qual os outros mamíferos são dotados, e com sua presente organização corporal ele se mostrará a mais desamparada das criaturas da Terra.

E como tudo tende a provar que o organismo humano, com todas as suas características, peculiaridades e idiossincrasias, já existia em nosso Globo naqueles períodos geológicos remotíssimos, quando ainda não havia um único exemplar das formas de mamíferos agora existentes, qual é a conclusão inevitável? Esta: uma vez que todas as raças humanas são de uma mesma e única espécie, segue-se que essa espécie é a mais antiga de todos os mamíferos agora vivos.

Portanto, é a mais estável e perseverante de todas, e já estava tão plenamente desenvolvida como agora quando todos os outros mamíferos hoje conhecidos nem sequer haviam feito sua primeira aproximação ao aparecimento sobre esta Terra.

Tal é a opinião do grande Naturalista francês, que com isso desfere um golpe terrível no Darwinismo.

O "DUPLO DRAGÃO."

7. DESCONTENTES ELES ESTAVAM.

NOSSA CARNE NÃO ESTÁ AÍ (disseram eles). ESTA NÃO É RUPA ADEQUADA PARA NOSSOS IRMÃOS DA QUINTA.

NENHUM LAR PARA AS VIDAS. ÁGUAS PURAS, NÃO TURVAS, ELES DEVEM BEBER (a). SEQUEMO-LAS (as águas).

(a) Diz o Catecismo (Comentários): —

"É dos Mundos materiais que descem aqueles que moldam o homem físico nos novos Manvantaras."

Eles são Lhas inferiores (Espíritos), possuidores de um corpo dual (um astral dentro de uma forma etérea). Eles são os modeladores e criadores do nosso corpo de ilusão." . . . . "Nas formas projetadas pelos Lhas (Pitris), as duas letras (a Mônada, chamada também de 'o Dragão Duplo') descem das esferas de expectativa. Mas elas são como um telhado sem paredes, nem pilares sobre os quais se apoiar." . . . .

"O homem necessita de quatro chamas e três fogos para tornar-se uno na Terra, e ele requer a essência dos quarenta e nove fogos para ser perfeito.

São aqueles que desertaram das Esferas Superiores, os Deuses da Vontade, ? ? que completam o Manu de ilusão.

Pois o 'Dragão Duplo' não tem domínio sobre a mera forma.

Ele é como a brisa onde não há árvore ou ramo para recebê-la e abrigá-la. Ele não pode afetar a forma onde não há agente de transmissão (Manas, 'Mente') e a forma não o conhece."

"Nos mundos mais elevados, os três são um, ¶ na Terra (a princípio) o uno torna-se dois.

Eles são como as duas linhas (laterais) de um triângulo que perdeu sua linha de base — que é o terceiro fogo." (Catecismo, Livro III, seção 9.)

Agora, isto requer alguma explicação antes de prosseguirmos.

Para fazê-lo, especialmente em benefício de nossos irmãos hindus arianos

No sistema esotérico, os sete princípios no homem são representados por sete letras.

As duas primeiras são mais sagradas do que as quatro letras do Tetragrama.

As esferas intermediárias, nas quais as Mônadas, que não alcançaram o Nirvana, diz-se que dormem em inatividade inconsciente entre os Manvantaras.

Explicado em outro lugar.

Os "Três Fogos", Pavaka, Pavamâna e Suchi, que tiveram quarenta e cinco filhos, que, com seus três pais e seu Pai Agni, constituem os 49 fogos.

Pavamâna (fogo produzido por fricção) é o progenitor do fogo dos Asuras; Suchi (fogo solar) é o progenitor do fogo dos deuses; e Pavaka (fogo elétrico) é o pai do fogo dos Pitris (Ver Vayu Purâna). Mas isto é uma explicação no plano material e terrestre.

As chamas são evanescentes e apenas periódicas; os fogos — eternos em sua tríplice unidade.

Eles correspondem aos quatro princípios humanos inferiores e aos três superiores.

? ? Os Suras, que mais tarde se tornam os A-Suras.

¶ Atma, Buddhi e Manas.

Em Devachan, o elemento superior do Manas é necessário para torná-lo um estado de percepção e consciência para a Mônada desencarnada.


cujas interpretações esotéricas podem diferir das nossas — teremos que lhes explicar o que precede por certas passagens em seus próprios livros exotéricos, a saber, os Purânas.

Nas alegorias deste último, Brahmâ, que é coletivamente a Força criativa do Universo, é dito estar "no início dos Yugas (ciclos) . . . Possuído do desejo e do poder de criar, e, impelido pelas potências do que há de ser criado, repetidas vezes ele, no começo de um Kalpa, produz uma criação semelhante," (ver Vishnu Purâna, Livro I, cap. V, sloka final.

Também "Manava Dharma Shastra" I. 30.) Propõe-se agora examinar o relato exotérico no Vishnu Purâna, e ver o quanto ele pode concordar ou discordar de nossa versão oculta.

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CRIAÇÃO DOS SERES DIVINOS NOS RELATOS EXOTÉRICOS.

No Vishnu Purâna — que é certamente o mais antigo de todas as escrituras com esse nome — encontramos, como em todas as outras, Brahmâ assumindo, como Deus masculino, para fins de criação, "quatro corpos investidos por três qualidades." Diz-se: "Desta maneira, Maitreya, Jyotsna (aurora), Ratri (noite), Ahan (dia) e Sandhya (crepúsculo vespertino) são os quatro corpos de Brahmâ" . . (p. 81, Vol.

I., tradução de Wilson). Como Parasâra explica, quando Brahmâ quer criar o mundo de novo e produzir descendência através de sua vontade, no estado quádruplo (ou as quatro ordens de seres) denominado deuses (Dhyan Chohans), Demônios (isto é, Devas mais materiais), Progenitores (Pitris) e homens, "ele recolhe, à maneira de Yoga (Yúyujè), sua mente."

Estranho dizer, ele começa criando os DEMÔNIOS, que assim têm precedência sobre os anjos ou deuses.

Isso não é incongruência, nem se deve a inconsistência, mas tem, como todo o resto, um profundo significado esotérico, bastante claro para quem está livre do preconceito teológico cristão.

Aquele que tiver em mente que o princípio MAHAT, ou Intelecto, a "Mente Universal" (literalmente "o grande"), que a filosofia esotérica explica como a "Onisciência manifestada" — o "primeiro produto" de Pradhâna (matéria primordial) como diz o Vishnu Purâna, mas o primeiro aspecto Cósmico de Parabrahm ou o SAT esotérico, a Alma Universal, como o Ocultismo

Exotericamente, são apenas quatro princípios.

 Demônios é uma palavra muito vaga para se usar, pois se aplica a um grande número de Espíritos inferiores — isto é, mais materiais — ou Deuses menores, que são assim chamados porque "guerreiam" com os superiores; mas não são demônios.

 A mesma ordem de princípios no homem: — Atma (Espírito), Buddhi (Alma), seu veículo, assim como a Matéria é o Vahan do Espírito, e Manas (mente), o terceiro, ou o quinto microcosmicamente.

No plano da personalidade, Manas é o primeiro.

OS CORPOS DE BRAHMA.

ensina — está na raiz da AUTOCONSCIÊNCIA, compreenderá a razão disso.

Os chamados "Demônios" — que são (esotericamente) o Princípio autoafirmativo e (intelectualmente) ativo — são os polos positivos da criação, por assim dizer; portanto, os primeiros produzidos.

Este é, em resumo, o processo narrado alegoricamente nos Purânas.

Tendo concentrado sua mente em si mesmo e na qualidade de trevas que permeava o corpo assumido de Brahmâ, os Asuras, emanando de sua coxa, foram primeiramente produzidos; após o que, abandonando este corpo, ele foi transformado em NOITE. (Ver Parte II., "Os Anjos Decaídos.") Dois pontos importantes estão envolvidos aqui: — (a) Primariamente no Rig-Veda, os "Asuras" são mostrados como seres divinos espirituais; sua etimologia é derivada de *asu* (sopro), o "Sopro de Deus", e significam o mesmo que o Espírito Supremo ou o *Ahura* zoroastriano.

É mais tarde, para fins de teologia e dogma, que eles são mostrados emanando da coxa de Brahmâ, e que seu nome começou a ser derivado de um privativo, e *sura*, deus (divindades solares), ou não-deus, e que se tornaram inimigos dos deuses.

Toda teogonia antiga, sem exceção — desde a ariana e a egípcia até a de Hesíodo — coloca, na ordem da evolução cosmogônica, a Noite antes do Dia; até mesmo o Gênesis, onde "as trevas estão sobre a face do abismo" antes do "primeiro dia". A razão para isso é que toda Cosmogonia — exceto na Doutrina Secreta — começa pela "Criação Secundária", assim chamada: a saber, o Universo manifestado, cuja Gênese tem de abrir com uma diferenciação marcada entre a Luz eterna da Criação Primária, cujo mistério deve permanecer para sempre "Trevas" para a concepção e o intelecto finitos e intrometidos dos profanos, e a Evolução Secundária da natureza visível manifestada.

O Veda contém toda a filosofia dessa divisão sem jamais ter sido corretamente explicado por nossos orientalistas, porque nunca foi compreendido por eles.

Continuando a criar, Brahmâ assume outra forma, a do Dia, e cria de seu sopro os deuses, que são dotados da qualidade da bondade (passividade). Em seu próximo corpo, a qualidade da grande passividade prevaleceu, que é também (negativa) bondade, e do lado desse personagem emanaram os Pitris, os progenitores dos homens, porque, como o texto explica, "Brahmâ pensou em si mesmo (durante o processo) como o pai do mundo." Isto é Kriya-sakti — o misterioso poder do Yoga

Este pensar em si mesmo como isto, aquilo ou outra coisa é o fator principal na produção de todo tipo de fenômenos psíquicos ou mesmo físicos.

As palavras "quem quer que diga a este monte: ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar... . . isso acontecerá" não são palavras vãs.

Apenas a palavra "fé" deveria ser traduzida por VONTADE.

Fé sem Vontade é como um moinho de vento sem vento — estéril de resultados.


explicado em outro lugar.

Este corpo de Brahmâ, quando abandonado, tornou-se a Sandhya (crepúsculo vespertino), o intervalo entre o dia e a noite.

Finalmente, Brahmâ assumiu sua última forma, impregnada pela qualidade da impureza, "e desta, os HOMENS, nos quais predominam a impureza e a paixão, foram produzidos." Este corpo, quando rejeitado, tornou-se a aurora, ou crepúsculo matinal — o crepúsculo da Humanidade.

Aqui, Brahmâ representa esotericamente os Pitris.

Ele é coletivamente o Pitar, "pai".

O verdadeiro significado esotérico desta alegoria deve agora ser explicado.

Brahmâ simboliza aqui pessoalmente os criadores coletivos do Mundo e dos Homens — o universo com todas as suas inúmeras produções de coisas móveis e (aparentemente) imóveis. Ele é coletivamente os Prajâpatis, os Senhores do Ser; e os quatro corpos tipificam as quatro classes de poderes criativos ou Dhyan Chohans, descritas no Comentário que segue diretamente a Estância VII.

No Livro I. Toda a filosofia da chamada "Criação" do bem e do mal neste mundo, e de todo o ciclo de resultados manvantáricos daí decorrentes, depende da correta compreensão desses quatro corpos de Brahmâ.

O leitor estará agora preparado para entender o significado real, esotérico, do que se segue.

Além disso, há um ponto importante a ser esclarecido. A teologia cristã, tendo arbitrariamente estabelecido e acordado que Satanás, com seus Anjos Caídos, pertencia à criação mais antiga — sendo Satanás o primeiro criado, o mais sábio e mais belo dos Arcanjos de Deus — a palavra foi dada, a nota-chave foi tocada.

Doravante, todas as escrituras pagãs foram forçadas a produzir o mesmo significado, e todas foram mostradas como demoníacas, e foi e é afirmado que a verdade e o fato pertencem ao Cristianismo, e com ele apenas começam.

Mesmo os orientalistas e mitologistas, alguns deles não cristãos, mas "infiéis", ou homens de ciência, entraram inconscientemente, e pela mera força da associação de ideias e do hábito, no sulco teológico.

Considerações puramente bramânicas, baseadas na ganância de poder e na ambição, permitiram que as massas permanecessem na ignorância das grandes verdades; e as mesmas causas levaram os Iniciados entre os primeiros cristãos a permanecerem em silêncio, enquanto aqueles que nunca conheceram a verdade desfiguraram a ordem das coisas, julgando a hierarquia dos "Anjos" por sua forma exotérica.

Assim, como os Asuras se tornaram nos credos populares os deuses inferiores rebeldes que combatiam os superiores, assim o mais elevado arcanjo, na verdade o Agathodmon, o mais antigo Logos benevolente, tornou-se na teologia o "Adversário" ou Satanás.

Mas será isso justificado pela interpretação correta de qualquer escritura antiga? A resposta é, certamente não.

Como as escrituras mazdeístas da

O QUE OS GNÓSTICOS DIZEM.

Zend-Avesta, o Vendidad e outros corrigem e expõem a posterior e astuciosa manipulação dos deuses no Panteão Hindu, e restauram através de AHURA os Asuras ao seu legítimo lugar na teogonia, assim como as recentes descobertas das tábuas caldeias reivindicam o bom nome das primeiras Emanações divinas.

Isto é facilmente provado.

A Angelologia cristã é direta e exclusivamente derivada da dos fariseus, que trouxeram seus dogmas da Babilônia.

Os saduceus, os verdadeiros guardiões das Leis de Moisés, não conheciam e rejeitavam quaisquer anjos, opondo-se até mesmo à imortalidade da Alma humana (não do Espírito impessoal). Na Bíblia, os únicos "Anjos" mencionados são os "Filhos de Deus" citados em Gênesis vi. (hoje considerados os Nefilins, os Anjos Caídos), e vários anjos em forma humana, os "Mensageiros" do Deus judaico, cuja própria hierarquia necessita de uma análise mais aprofundada do que a dada até agora.

(Vide Supra, Estância I., subseções 2, 3, e seguintes, onde se mostra que os primeiros acadianos chamavam Ea, Sabedoria, aquilo que foi posteriormente desfigurado pelos caldeus e semitas em Tismat, Tisalat e o Thallath de Beroso, a Serpente Marinha fêmea, hoje Satã.) Verdadeiramente — "Como caíste (pela mão do homem), ó estrela brilhante e filho da manhã"!

Agora, o que nos dizem os relatos babilônicos da "Criação", encontrados nos fragmentos assírios de tijolos; aqueles mesmos relatos sobre os quais os fariseus edificaram sua angelologia? Mas comparem-se as "Descobertas Assírias" do Sr. G. Smith, p. 398, e seu "Relato Caldeu do Gênesis", p. 107. A "Tábua com a história dos Sete Deuses ou Espíritos Maus" traz o seguinte relato — imprimimos as passagens importantes em itálico: —

1. Nos primeiros dias, os deuses maus, 2. os anjos, que estavam em rebelião, que na parte inferior do céu 3. haviam sido criados, 4. eles realizaram sua obra maligna 5. maquinando com cabeças perversas . . . etc.

Assim nos é mostrado, tão claramente quanto possível, num fragmento que permaneceu intacto, de modo que não pode haver leitura duvidosa, que os "anjos rebeldes" haviam sido criados na parte inferior do céu, ou seja, que pertenciam e pertencem a um plano material de evolução, embora, como não seja o plano do qual temos consciência através de nossos sentidos, permaneça geralmente invisível para nós, sendo assim considerado subjetivo.

Estariam os gnósticos tão errados, depois disso, ao afirmar que este nosso mundo visível, e especialmente a Terra, havia sido criado por anjos inferiores, os Elohim inferiores, dos quais, como ensinavam, o Deus de Israel era um?

Esses gnósticos estavam mais próximos no tempo dos registros da Arcaica Doutrina Secreta e, portanto, deveria ser-lhes permitido saber mais do que os cristãos não iniciados, que assumiram, centenas de anos depois, remodelar e corrigir o que foi dito.


Mas vejamos o que a mesma Tábua diz adiante: —

7. Havia sete deles (os deuses perversos) . . . . (segue-se então a descrição destes, sendo o quarto uma "serpente", o símbolo fálico da Quarta Raça na Evolução humana).

15. Os sete deles, mensageiros do Deus Anu, seu rei.

Ora, Anu pertence à trindade caldeia e é idêntico a Sin, a "Lua", em um aspecto.

E a Lua na Cabala hebraica é a Argha da semente de toda vida material, e está ainda mais intimamente ligada, cabalisticamente, a Jeová, que é de duplo sexo como Anu. Ambos são representados no Esoterismo e vistos sob um aspecto dual: masculino ou espiritual, feminino ou material, ou Espírito e Matéria, os dois princípios antagônicos.

Portanto, os "Mensageiros de Anu" (que é Sin, a "Lua") são mostrados, nos versículos 28 a 41, como sendo finalmente dominados pelo próprio Sin com a ajuda de Bel (o Sol) e Ishtar (Vênus). Isso é considerado uma contradição pelos assiriologistas, mas é simplesmente metafísica no ensinamento esotérico.

Há mais de uma interpretação, pois há sete chaves para o mistério da Queda.

Além disso, há duas "Quedas" na Teologia: a rebelião dos Arcanjos e sua "Queda", e a "Queda" de Adão e Eva.

Assim, tanto as Hierarquias inferiores quanto as superiores são acusadas de um suposto crime.

A palavra "suposto" é o termo verdadeiro e correto, pois em ambos os casos está fundado em equívoco.

Ambas são consideradas no Ocultismo como efeitos cármicos, e ambas pertencem à lei da Evolução: intelectual e espiritual de um lado, física e psíquica de outro.

A "Queda" é uma alegoria universal.

Ela apresenta, em uma extremidade da escada da Evolução, a "rebelião", isto é, a ação da intelecção ou consciência diferenciadora em seus vários planos, buscando união com a matéria; e, na outra, a extremidade inferior, a rebelião da matéria contra o Espírito, ou da ação contra a inércia espiritual.

E aqui reside o germe de um erro que teve efeitos tão desastrosos sobre a inteligência das sociedades civilizadas por mais de 1.800 anos.

Na alegoria original, é a matéria — portanto, os anjos mais materiais — que era considerada a conquistadora do Espírito, ou os Arcanjos que "caíram" neste plano.

"Aqueles da espada flamejante (ou paixões animais) haviam posto em fuga os Espíritos das Trevas." Contudo, são estes últimos que lutaram pela supremacia da espiritualidade consciente e divina na Terra e falharam, sucumbindo ao poder da matéria.

Mas no dogma teológico vemos o inverso.

É Miguel, "que é como Deus", o representante de Jeová, que é o líder das hostes celestiais — como Lúcifer, na fantasia de Milton, é das hostes infernais — quem leva a melhor sobre Satanás.

É verdade que a natureza de

QUEM SÃO AS "CHAMAS"?

Miguel depende da de seu Criador e Mestre.

Quem é este último, pode-se descobrir estudando cuidadosamente a alegoria da "Guerra no Céu" com a chave astronômica.

Como demonstrou Bentley, a "Guerra dos Titãs contra os deuses" em Hesíodo, e também a guerra dos Asuras (ou Târakâmaya) contra os devas na lenda Purânica, são idênticas em tudo, exceto nos nomes.

Os aspectos das estrelas mostram (tomando Bentley o ano de 945 a.C. como a data mais próxima para tal conjunção) que "todos os planetas, exceto Saturno, estavam no mesmo lado dos céus que o Sol e a Lua", e portanto eram seus oponentes.

E, no entanto, é Saturno, ou o "deus-lua" judeu, quem se mostra prevalecente, tanto para Hesíodo quanto para Moisés, nenhum dos quais foi compreendido.

Assim foi que o significado real se tornou distorcido.

———————

ESTROFE II. — Continuação.

8. AS CHAMAS VIERAM.

OS FOGOS COM AS FAÍSCAS; OS FOGOS DA NOITE E OS FOGOS DO DIA (a). ELES SECARAM AS TURVAS ÁGUAS ESCURAS.

COM SEU CALOR ELES AS EXTINGUIRAM.

OS LHAS (Espíritos) DO ALTO; OS LHAMAYIN (aqueles) DE BAIXO, VIERAM (b). ELES MATARAM AS FORMAS, QUE ERAM DE DUAS E QUATRO FACES.

ELES LUTARAM CONTRA OS HOMENS-CABRAS, E OS HOMENS DE CABEÇA DE CÃO, E OS HOMENS COM CORPOS DE PEIXE.

(a) As "Chamas" são uma Hierarquia de Espíritos paralela, se não idêntica, aos ardentes e flamejantes Saraph (Serafins) mencionados por Isaías (vi. 2-6), aqueles que assistem, segundo a Teogonia Hebraica, "ao Trono do Todo-Poderoso". Melha é o Senhor das "Chamas". Quando ele aparece na Terra, assume a personalidade de um Buda, diz uma lenda popular.

Ele é um dos mais antigos e reverenciados Lhas, um São Miguel budista.

(b) A palavra "Abaixo" não deve ser tomada como significando regiões infernais, mas simplesmente um Ser espiritual, ou antes etéreo, de grau inferior, por estar mais próximo da Terra, ou um degrau acima de nossa esfera terrestre; enquanto os Lhas são Espíritos das mais elevadas Esferas — daí o nome da capital do Tibete, Lha-ssa.

Além de uma declaração de natureza puramente física e pertencente à evolução da vida na Terra, pode haver outro significado alegórico ligado a este Sloka, ou, de fato, como se ensina, vários.


As CHAMAS, ou "Fogos", representam o Espírito, ou o elemento masculino, e a "Água", a matéria, ou o elemento oposto.

E aqui novamente encontramos, na ação do Espírito matando a forma puramente material, uma referência à eterna luta, nos planos físico e psíquico, entre Espírito e Matéria, além de um fato cósmico científico.

Pois, como se diz no versículo seguinte: —

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9. A ÁGUA-MÃE, O GRANDE MAR, CHOROU.

ELA SE ERGUEU, ELA DESAPARECEU NA LUA, QUE A HAVIA ELEVADO, QUE LHE HAVIA DADO NASCIMENTO (a).

(a) Ora, o que pode isto significar? Não é uma referência evidente à ação das marés no estágio inicial da história de nosso planeta em sua quarta Ronda? A pesquisa moderna tem estado ocupada ultimamente em suas especulações sobre as marés altas paleozoicas.

A teoria do Sr. Darwin era a de que não menos de 52.000 anos atrás — e provavelmente muito mais — a Lua se originou da massa plástica da Terra.

Partindo do ponto onde a pesquisa foi deixada por Helmholtz, Ferrel, Sir William Thomson e outros, ele refez o curso do retardamento das marés dos movimentos rotatórios da Terra muito além, para dentro da própria noite do tempo, e situou a Lua durante a infância do nosso planeta a apenas "uma fração de sua distância atual". Em suma, sua teoria era que é a Lua que se separou da Terra.

A elevação das marés, concorrendo com o balanço da massa globular — sendo a tendência centrífuga então quase igual à gravidade — esta foi superada, e a massa elevada pelas marés pôde assim separar-se completamente da Terra.

O ensinamento oculto é o inverso disso.

A Lua é muito mais antiga que a Terra; e, como explicado no Livro I, é esta última que deve sua existência à primeira, como quer que a astronomia e a geologia expliquem o fato.

Daí, as marés e a atração da Lua, como demonstrado pela porção líquida do Globo, que sempre se esforça para elevar-se em direção à sua progenitora.

Este é o significado da sentença: "A Água-Mãe surgiu e desapareceu na Lua, que a erguera, que lhe dera o nascimento."

Compare o artigo de Sir R. S. Bull em "Nature" (dez.

1, 1881), e também o que os geólogos americanos dizem.

A VONTADE DIVINA TORNA-SE EROS.

10. QUANDO ELAS (as Rupas) FORAM DESTRUÍDAS, A MÃE-TERRA PERMANECEU NUA, ELA PEDIU PARA SER SECA (a).     (a) O tempo para sua incrustação havia chegado.

As águas haviam se separado e o processo foi iniciado.

Era o começo de uma nova vida.

Isto é o que uma chave nos revela. Outra chave ensina a origem da Água, sua mistura com o Fogo (fogo líquido, ela o chama), e entra numa descrição alquímica da progênie dos dois — matéria sólida, como minerais e terras.

Das "Águas do Espaço", a progênie do Espírito-Fogo masculino e da Água feminina (gasosa) tornou-se a extensão oceânica na Terra.

Varuna é arrastado do Espaço infinito, para reinar como Netuno sobre os Mares finitos.

Como sempre, a fantasia popular revela-se baseada num fundamento estritamente científico.

A água é o símbolo do elemento feminino em toda parte; mater, do qual a letra M é

derivada pictoricamente de     h  um hieróglifo de água.

É a matriz universal ou o "Grande Abismo". Vênus, a grande Mãe-Virgem, emerge da onda do mar, e Cupido ou Eros é seu filho.

Mas Vênus é a variante mitológica posterior de Gaia (ou Ga), a Terra, que, em seu aspecto superior, é Natureza (Prakriti), e metafisicamente Aditi, e até mesmo Mulaprakriti, a raiz de Prakriti ou seu númeno.

Portanto, Cupido ou Amor em seu sentido primitivo é Eros, a Vontade Divina, ou Desejo de manifestar-se através da criação visível.

Portanto, Fohat, o protótipo de Eros, torna-se na Terra o grande poder "eletricidade vital", ou o Espírito "doador de vida". Lembremo-nos da Teogonia grega e adentremos no espírito de sua filosofia.

Somos ensinados pelos gregos (Ver "Ilíada" IV., 201, 246) que todas as coisas, deuses incluídos, devem sua existência ao Oceano e sua esposa Tétis, sendo esta última Ga, a Terra ou Natureza.

Mas quem é Oceano? Oceano é o imensurável ESPAÇO (Espírito no Caos), que é a Divindade (ver Livro I.); e Tétis não é a Terra, mas a matéria primordial em processo de formação.

No nosso caso, já não é Aditi-Ga que gera Urano ou Varuna, o principal Aditya entre os sete deuses planetários, mas Prakriti, materializada e localizada.

A Lua, masculina em seu caráter teogônico, é,

 Ver, para comparação, o relato da criação por Beroso (Alexandre Poliístor) e os seres hediondos nascidos do princípio duplo (Terra e Água) no Abismo da criação primordial: Neras (Centauros, homens com membros de cavalo e corpos humanos), e Kimnaras (homens com cabeças de cavalo) criados por Brahmâ no início do Kalpa.

 Ver Comentário após o Sloka 18.


em seu aspecto cósmico apenas, o princípio gerador feminino, assim como o Sol é o emblema masculino do mesmo.

A Água é a progênie da Lua, uma divindade andrógina em todas as nações.

A evolução procede segundo as leis da analogia no Cosmos, como na formação do menor globo.

Assim, o acima exposto, aplicando-se ao modus operandi na época em que o Universo estava surgindo, aplica-se também no caso da formação da nossa Terra.

Esta Estância abre falando de trinta crores, 30.000.000, de anos.

Podem-nos perguntar — O que poderiam os antigos saber da duração dos períodos geológicos, quando nenhum cientista ou matemático moderno é capaz de calcular sua duração com algo que se aproxime de precisão? Tivessem eles ou não melhores meios (e sustenta-se que os tinham em seus Zodíacos), ainda assim a cronologia dos antigos Brâmanes será agora apresentada tão fielmente quanto possível.

———————

A CRONOLOGIA DOS BRÂMANES.

Não existe enigma maior na ciência, nenhum problema é mais irremediavelmente insolúvel do que a questão: Quão velhos — mesmo aproximadamente — são o Sol e a Lua, a Terra e o Homem? O que sabe a ciência moderna sobre a duração das eras do Mundo, ou mesmo sobre a extensão dos períodos geológicos?

Nada; absolutamente nada.

Se alguém se volta para a ciência em busca de informação cronológica, é informado por aqueles que são diretos e verazes, como por exemplo o Sr. Pengelly, o eminente geólogo, "Não sabemos." Aprender-se-á que, até agora, nenhuma estimativa numérica confiável das idades do mundo e do homem pôde ser feita, e que tanto a geologia quanto a antropologia estão à deriva.

No entanto, quando um estudante de filosofia esotérica ousa apresentar os ensinamentos da Ciência Oculta, é imediatamente repreendido.

Por que isso deveria ser assim, se, quando reduzidos aos seus próprios métodos físicos, os maiores cientistas não conseguiram chegar sequer a um acordo aproximado?

É verdade que a ciência dificilmente pode ser culpada por isso. De fato, na escuridão ciméria das eras pré-históricas, os exploradores estão perdidos em um labirinto, cujos grandes corredores são sem portas, não permitindo saída visível para o passado arcaico.

Perdidos no emaranhado de suas próprias especulações conflitantes, rejeitando, como sempre fizeram, a evidência da tradição oriental, sem qualquer pista, ou um único marco seguro para guiá-los, o que podem geólogos ou antropólogos fazer senão pegar o tênue

A RAÇA QUE NUNCA MORRE.

fio de Ariadne onde primeiro o percebem, e então prosseguir ao acaso? Portanto, somos primeiro informados de que a data mais remota à qual o registro documental se estende é agora geralmente considerada pela Antropologia como apenas "o ponto mais antigo distintamente visível do período pré-histórico." (Encyclopædia Britannica.)

Ao mesmo tempo, é confessado que "além desse período se estende uma vasta e indefinida série de eras pré-históricas." (Ibid.) É com essas "Eras" especificadas que começaremos.

Elas são "pré-históricas" apenas para o olho nu da matéria.

Para o olho espiritual de águia do vidente e do profeta de cada raça, o fio de Ariadne se estende além desse "período histórico" sem ruptura ou falha, segura e firmemente, até a própria noite do tempo; e a mão que o segura é poderosa demais para deixá-lo cair, ou mesmo deixá-lo quebrar.

Registros existem, embora possam ser rejeitados como fantasiosos pelos profanos; embora muitos deles sejam tacitamente aceitos por filósofos e homens de grande erudição, e encontrem uma recusa invariável apenas do corpo oficial e coletivo da ciência ortodoxa.

E uma vez que esta se recusa a nos dar sequer uma ideia aproximada da duração das eras geológicas — exceto em algumas hipóteses conflitantes e contraditórias — vejamos o que a filosofia ariana pode nos ensinar.

Tais cálculos como os dados em Manu e nos Purânas — exceto exageros triviais e evidentemente intencionais — são, como já foi dito, quase idênticos aos ensinados na filosofia esotérica.

Isso pode ser visto comparando os dois em qualquer calendário hindu de ortodoxia reconhecida.

O melhor e mais completo de todos esses calendários, atualmente, conforme atestado pelos eruditos brâmanes do sul da Índia, é o já mencionado calendário tâmil chamado "Tirukkanda Panchanga", compilado, como nos é dito, a partir de, e em plena conformidade com, fragmentos secretos dos dados de Asuramaya.

Asuramaya, como se diz, foi o maior astrônomo, e também se sussurra que foi o mais poderoso "Feiticeiro" da "ILHA BRANCA, que se tornara NEGRA pelo pecado", ou seja, das ilhas da Atlântida.

A "Ilha Branca" é um nome simbólico.

Diz-se que Asuramaya viveu (ver a tradição de Jñana-bhaskara) em Romaka-pura, no Ocidente: porque o nome é uma alusão à terra e ao berço dos "nascidos do suor" da Terceira Raça.

Essa terra ou continente desaparecera eras antes de Asuramaya viver, pois ele era um Atlante; mas era descendente direto da Raça Sábia, a Raça que nunca morre.

Muitas são as lendas sobre esse herói, discípulo do próprio Surya (o Deus-Sol), como alegam os relatos indianos.

Pouco importa se ele viveu numa ou noutra ilha, mas a questão é provar que ele não era um mito, como o Dr. Weber e outros gostariam de fazer dele.

O fato de "Romaka-pura no Ocidente" ser nomeado como local de nascimento desse herói das eras arcaicas é tanto mais interessante por ser tão sugestivo do ensinamento esotérico sobre as Raças "nascidas do suor", os homens nascidos dos poros de seus pais.


"ROMAKUPAS" significa "poros de cabelo" em sânscrito.

No Mahâbhârata XII.

10.308, um povo chamado Raumyas é dito ter sido criado dos poros de Virabhadra, o terrível gigante que destruiu o sacrifício de Daksha.

Outras tribos e povos também são representados como nascidos dessa maneira.

Todas essas são referências à Segunda Raça Raiz posterior e à Terceira Raça Raiz anterior.

Os seguintes números são do calendário há pouco referido; uma nota de rodapé marca os pontos de discordância com os números da escola Arya Samaj: — I. Do início da evolução cósmica até o ano hindu Tarana (ou 1887) .................... 1.955.884.687 anos.

II. Os reinos (astrais) mineral, vegetal e animal até o Homem levaram para evoluir ......... 300.000.000 anos.

III.

Tempo, desde o primeiro aparecimento da "Humanidade" (na cadeia planetária)..........................1.664.500.987 anos.

Outro ponto de discordância.

O Ocultismo diz: "Os protótipos astrais dos reinos mineral, vegetal e animal até o homem levaram esse tempo (300 milhões de anos) para evoluir, reformando-se a partir dos materiais descartados da Ronda precedente, que, embora muito densos e físicos em seu próprio ciclo, são relativamente etéreos em comparação com a materialidade de nossa presente Ronda intermediária.

Ao expirar esses 300 milhões de anos, a Natureza, no caminho para o físico e o material, descendo o arco de descida, começa com a humanidade e trabalha para baixo, endurecendo ou materializando as formas à medida que avança."

Assim, os fósseis encontrados em estratos, aos quais deve ser atribuída uma antiguidade não de dezoito, mas de muitas centenas de milhões de anos, pertencem na realidade a formas da Ronda precedente, que, enquanto vivas, eram muito mais etéreas do que físicas, como conhecemos o físico.

Que nós os percebamos e desenterremos como formas tangíveis, deve-se ao processo de materialização ou cristalização referido, que ocorreu subsequentemente, no início da Quarta Ronda, e atingiu seu máximo após o aparecimento do homem, progredindo paralelamente à sua evolução física.

Isso por si só ilustra o fato de que o grau de materialidade da Terra muda pari passu com o de seus habitantes.

E assim o homem encontra agora, como fósseis tangíveis, o que outrora foram as formas (para seus sentidos atuais) etéreas dos reinos inferiores.

As figuras bramânicas acima referem-se à evolução começando no Globo A, e na Primeira Ronda.

Neste Volume falamos apenas desta, a Quarta Ronda.

"Essa diferença e a mudança de algarismos nos últimos três tripletos de figuras, o escritor não pode se comprometer a explicar.

De acordo com todo cálculo, uma vez subtraídos os trezentos milhões, as figuras deveriam ser 1.655.884.687. Mas elas são dadas como constam no calendário tâmil acima mencionado e como foram traduzidas.

A escola do falecido Pandit Dayanand Saraswati, fundador do Arya Samaj, dá uma data de 1.960.852.987. Ver a "Arya Magazine" de Lahore, cuja capa traz as palavras: "Era ariana 1.960.852.987".

OS VÁRIOS PRALAYAS.

IV. O número que decorreu desde o "Vaivasvata Manvantara" — ou o período humano — até o ano de 1887, é exatamente ......................... 18.618.728 anos.

V. O período completo de um Manvantara é . . . . . 308.448.000 anos.

VI. 14 "Manvantaras" mais o período de um Sâtya Yuga perfazem UM DIA DE BRAHMÂ, ou Manvantara completo, e perfazem ................. 4.320.000.000 anos.

Portanto, um Maha-Yuga consiste em . . . . . . . . . . . . . 4.320.000 anos. O ano de 1887 é desde o início do Kali-Yuga

Para tornar isso ainda mais claro em seus detalhes, os seguintes cálculos de Rao Bahadur P. Sreenivas Row são dados do "Theosophist" de novembro de 1885.

Anos mortais.

dias dos mortais formam um ano

Portanto, este Vaivasvata Manvantara seria o período "pós-diluviano".

Isso, no entanto, não se refere ao dilúvio posterior "atlante" ou de Noé, nem ao Dilúvio Cósmico ou Pralaya de obscurecimento, que precedeu a nossa Ronda, mas ao aparecimento da humanidade na última Ronda.

Há, no entanto, uma grande diferença entre o "Naimitika," ocasional ou incidental, "Prakritika," elemental, "Atyantika," o absoluto, e "Nitya," o perpétuo Pralaya; sendo este último descrito como a "recoalescência contingente do Universo de Brahmâ no fim do DIA de Brahmâ." A questão foi levantada por um erudito Brâmane Teosofista: "Se existe tal coisa como Pralaya Cósmico; porque, caso contrário, o Logos (Krishna) teria que renascer, e ele é Aja (não nascido)." Não podemos ver por quê.

O Logos é dito nascer apenas metaforicamente, assim como o Sol nasce diariamente, ou melhor, um raio desse Sol nasce pela manhã e é dito morrer quando desaparece, enquanto é simplesmente reabsorvido na essência parental.

O Pralaya Cósmico é para as coisas visíveis, não para o mundo Arupa, sem forma.

O Pralaya Cósmico ou Universal vem apenas no fim de cem anos de Brahmâ; quando se diz que ocorre a dissolução Universal.

Então o Avyaya, dizem as escrituras exotéricas, a vida eterna simbolizada por Vishnu, assumindo o caráter de Rudra, o Destruidor, entra nos Sete Raios do Sol e bebe todas as águas do Universo.

"Assim alimentados, os sete raios solares se dilatam em sete sóis e incendeiam todo o Cosmos.

. . . ."

  Visto que um Maha-Yuga é a milésima parte de um dia de Brahmâ.


Adicione Sandhis, ou seja, intervalos entre o reinado de cada Manu, que totalizam seis Maha-Yugas, equivalentes a

O total desses reinados e interregnos dos 14 Manus é de 1.000 Maha-Yugas, que constituem um Kalpa, ou seja, um dia de Brahmâ

de tais dias e noites perfazem um ano de Brahmâ perfazem ....................................... 3.110.400.000,

tais anos constituem o período inteiro da idade de Brahmâ, ou seja, o Maha-Kalpa ...... 311.040.000.000,

Estes são os números exotéricos aceitos em toda a Índia, e eles se ajustam quase exatamente aos das obras secretas.

Estas últimas, além disso, os ampliam por uma divisão em um número de ciclos esotéricos, nunca mencionados nos escritos populares bramânicos — um dos quais, a divisão dos Yugas em ciclos raciais, é dado em outro lugar como exemplo.

O restante, em seus detalhes, naturalmente nunca foi tornado público.

Eles são, no entanto, conhecidos por todo brâmane "duplamente nascido" (Dwija, ou Iniciado), e os Purânas contêm referências a alguns deles em termos velados, que nenhum orientalista factualista jamais se esforçou por decifrar, nem poderia, ainda que quisesse.

Esses ciclos astronômicos sagrados são de imensa antiguidade, e a maioria deles pertence, como foi dito, aos cálculos de Narada e Asuramaya.

Este último tem a reputação de um gigante e um feiticeiro.

Mas os gigantes antediluvianos (os Gibborim da Bíblia) não eram todos maus ou feiticeiros, como a Teologia Cristã, que vê em todo ocultista um servo do Maligno, gostaria que fossem; nem eram piores do que muitos "filhos fiéis da Igreja". Um Torquemada e uma Catarina de Médici certamente causaram mais dano em seus dias e em nome de seu Mestre do que qualquer gigante atlante ou semideus da antiguidade jamais causou; fosse seu nome Ciclope, Medusa, ou ainda o Titã órfico, o monstro anguípede conhecido como Efialtes.

Houve bons "gigantes" nos dias antigos, assim como há maus "pigmeus" agora; e os Rakshasas e Yakshas de Lanka não são piores do que nossos dinamitardos modernos, e certos generais cristãos e civilizados durante guerras modernas.

Nem são mitos.

"Aquele que zombasse de Briareu e Órion deveria abster-se de ir a, ou mesmo falar de, Karnac ou Stonehenge", observa em algum lugar um escritor moderno.

Como os números bramânicos dados acima são aproximadamente os cálculos básicos de nosso sistema esotérico, pede-se ao leitor que os guarde cuidadosamente em mente.

Na "Encyclopædia Britannica" encontra-se, como última palavra da ciência, que a antiguidade do homem é permitida estender-se apenas sobre "dezenas de mi-

A AUTOSSATISFAÇÃO CIENTÍFICA.

lhares de anos". Torna-se evidente que, como esses números podem ser feitos para flutuar entre 10.000 e 100.000, eles significam muito pouco, se é que significam algo, e apenas tornam ainda mais densa a escuridão que envolve a questão.

Além disso, que importa que a ciência situe o nascimento do homem no "depósito pré- ou pós-glacial", se nos dizem ao mesmo tempo que a chamada "era do gelo" é simplesmente uma longa sucessão de eras que "se esvaíram sem mudança abrupta de qualquer espécie no que se denomina período humano ou Recente . . . a sobreposição dos períodos geológicos tendo sido a regra desde o início dos tempos." Esta última "regra" resulta apenas na informação ainda mais desconcertante, mesmo que estritamente científica e correta, de que "ainda hoje o homem é contemporâneo da era do gelo nos vales alpinos e no Finmark."

Assim, não fora pelas lições ensinadas pela Doutrina Secreta, e mesmo pelo Hinduísmo exotérico e suas tradições, teríamos ficado até hoje a flutuar em perplexa incerteza entre as eras indefinidas de uma escola de ciência, as "dezenas de milhares" de anos da outra, e os 6.000 anos dos intérpretes da Bíblia.

Esta é uma das várias razões pelas quais, com todo o respeito devido às conclusões dos homens de saber de nossos dias modernos, somos forçados a ignorá-los em todas tais questões de antiguidade pré-histórica.

A Geologia e a Antropologia modernas devem, naturalmente, discordar de nossas opiniões.

Mas o Ocultismo encontrará tantas armas contra essas duas ciências quantas tem contra as teorias astronômicas e físicas, apesar das garantias do Sr. Laing de que "em (cronológicos) cálculos desta espécie, concernentes a formações mais antigas e mais recentes, não há teoria, e eles se baseiam em fatos positivos, limitados apenas por uma certa possível (?) quantidade de erro em qualquer direção," o ocultismo provará, com confissões científicas em mãos, que a geologia está muito em erro, e muitas vezes ainda mais do que a astronomia.

Nesta mesma passagem do Sr. Laing, que dá à Geologia preeminência por correção sobre a Astronomia, encontramos uma passagem em flagrante contradição com as admissões dos próprios melhores Geólogos.

Diz o autor —

"Em suma, as conclusões da Geologia, pelo menos até o período Siluriano, quando a presente ordem das coisas foi devidamente inaugurada, são fatos aproximados (verdadeiramente assim) e não teorias, enquanto as conclusões astronômicas são teorias baseadas em dados tão incertos, que enquanto em alguns

 Isto permite uma chance até mesmo à "Cronologia de Adão" bíblica de 6.000 anos.

(Ibid.)

 Ver seu "Modern Science and Modern Thought."

 Ao período Siluriano no que diz respeito a Moluscos e Vida Animal — concedido; mas o que sabem eles do homem?


casos dão resultados incrivelmente curtos . . . em outros dão resultados quase incrivelmente longos."

Em seguida, o leitor é aconselhado de que o caminho mais seguro "parece ser assumir que a Geologia realmente prova que a duração da presente ordem das coisas foi de algo em torno de milhões de anos", pois "a Astronomia dá um tempo enorme, embora desconhecido, no passado, e a vir no futuro, para o nascimento, crescimento, maturidade, declínio e morte do Sistema Solar, do qual a nossa Terra é um pequeno planeta que agora atravessa a fase habitável." (p. 49.)

A julgar pela experiência passada, não alimentamos a menor dúvida de que, uma vez chamados a responder "às absurdas, anticientíficas e disparatadas pretensões da cronologia ariana exotérica (e esotérica)", o cientista de "resultados incrivelmente curtos", ou seja, apenas 15.000.000 de anos, e o cientista que "exigiria 600.000.000 de anos", juntamente com aqueles que aceitam os números do Sr. Huxley de 1.000.000.000 "desde que a sedimentação começou na Europa" (Vida Mundial), seriam todos tão dogmáticos uns quanto os outros.

Tampouco deixariam de lembrar ao Ocultista e ao Brâmane que são apenas os homens de ciência modernos que representam a ciência exata, cujo dever é combater a imprecisão e a superstição.

A Terra está passando pela "fase habitável" apenas para a presente ordem das coisas, e no que diz respeito à nossa humanidade atual, com suas "túnicas de pele" e fósforo para ossos e cérebro.

Estamos prontos a conceder os 100 milhões de anos oferecidos pela Geologia, pois nos é ensinado que a nossa presente humanidade física — ou a humanidade Vaivasvata — começou apenas há 18 milhões de anos.

Mas a Geologia não tem fatos para nos dar sobre a duração dos períodos geológicos, como mostramos, tampouco a Astronomia.

A carta autêntica do Sr. W. Pengelly, F.R.S., citada em outra parte, diz que: "É atualmente, e talvez sempre será, IMPOSSÍVEL reduzir, mesmo aproximadamente, o tempo geológico a anos ou mesmo a milênios." E nunca tendo, até agora, exumado um homem fóssil de outra forma que não a presente — o que sabe a Geologia dele? Ela traçou zonas ou estratos e, com estes, a vida zoológica primordial, até o Siluriano.

Quando ela tiver, da mesma maneira, traçado o homem até sua forma protoplasmática primordial, então admitiremos que ela possa saber algo sobre o homem primordial.

Se não é muito material "para as implicações da descoberta científica moderna sobre o pensamento moderno" se "o homem existiu em estado de progressão constante, embora lenta, durante os últimos 50.000 anos de um período de 15 milhões, ou durante os últimos 500.000 anos de um período de 150 milhões" ("Ciência Moderna, etc." p. 49), como o Sr. S. Laing diz a seus leitores, é muito importante para as pretensões dos Ocultistas.

A menos que estes mostrem que é uma possibilidade, senão uma perfeita certeza, de que o homem

COSMOGONIA, UM PLANO INTELIGENTE.

viveu há 18 milhões de anos, a Doutrina Secreta poderia muito bem ter permanecido não escrita.

Uma tentativa deve, portanto, ser feita nessa direção, e serão os nossos geólogos modernos e homens de ciência em geral que serão levados a testemunhar esse fato na terceira parte deste volume.

Enquanto isso, e não obstante o fato de a Cronologia Hindu ser constantemente representada pelos orientalistas como uma ficção baseada em nenhuma "computação real", mas simplesmente em uma "vaidade infantil", ela é, não obstante, frequentemente distorcida a ponto de ficar irreconhecível, para fazê-la ceder e se ajustar às teorias ocidentais.

Nenhuma cifra jamais foi mais manipulada e torturada do que o famoso 4, 3, 2, seguido de zeros dos Yugas e Maha-Yugas.

Como todo o ciclo de eventos pré-históricos, tais como a evolução e transformação das Raças e a extrema antiguidade do homem, depende da referida Cronologia, torna-se extremamente importante verificá-la por meio de outros cálculos existentes.

Se a Cronologia Oriental for rejeitada, teremos ao menos a consolação de provar que nenhuma outra — sejam as cifras da Ciência ou as das Igrejas — é um pouco mais confiável.

Como o Professor Max Müller expressa, é frequentemente tão útil provar o que uma coisa não é quanto mostrar o que ela pode ser. E uma vez que consigamos apontar as falácias tanto das computações cristãs quanto das científicas — dando-lhes uma justa chance de comparação com a nossa Cronologia — nenhuma das duas terá uma base razoável para se sustentar, ao pronunciar as cifras esotéricas como menos confiáveis do que as suas próprias.

Podemos aqui remeter o leitor à nossa obra anterior "Ísis sem Véu", Vol. I, p. 32, para algumas observações concernentes às cifras que foram citadas algumas páginas atrás.

Hoje, alguns fatos adicionais podem ser acrescentados à informação ali dada, que já é conhecida de todo orientalista.

A sacralidade do ciclo de 4320, com cifras adicionais, reside no fato de que os números que o compõem, tomados separadamente ou unidos em várias combinações, são, cada um e todos, simbólicos dos maiores mistérios da Natureza.

De fato, quer se tome o 4 separadamente, ou o 3 por si só, ou os dois juntos perfazendo 7, ou ainda os três somados e produzindo 9, todos esses números têm a sua aplicação nas coisas mais sagradas e ocultas, e registram as operações da Natureza em seus fenômenos eternamente periódicos.

São números que nunca erram, perpetuamente recorrentes, desvelando, àquele que estuda os segredos da Natureza, um Sistema verdadeiramente divino, um plano inteligente na Cosmogonia, que resulta em divisões cósmicas naturais de tempos, estações, influências invisíveis, fenômenos astronômicos, com sua ação e reação sobre a natureza terrestre e até mesmo moral; sobre nascimento, morte e crescimento, sobre saúde e doença.


Todos esses eventos naturais baseiam-se e dependem de processos cíclicos no próprio Cosmos, produzindo agências periódicas que, atuando de fora, afetam a Terra e tudo o que nela vive e respira, de uma extremidade à outra de qualquer Manvantara.

Causas e efeitos são esotéricos, exotéricos e endexotéricos, por assim dizer.

Em Ísis sem Véu escrevemos o que agora repetimos: — "Estamos no fundo de um ciclo e evidentemente em um estado transitório.

Platão divide o progresso intelectual do universo durante cada ciclo em períodos férteis e estéreis.

Nas regiões sublunares, as esferas dos vários elementos permanecem eternamente em perfeita harmonia com a natureza divina, diz ele; 'mas suas partes', devido a uma proximidade excessiva da terra, e sua mistura com o terreno (que é matéria e, portanto, o reino do mal), 'estão ora em conformidade, ora em contrariedade com a natureza (divina)'. Quando essas circulações — que Eliphas Levi chama de 'correntes da luz astral' — no éter universal, que contém em si todo elemento, ocorrem em harmonia com o espírito divino, nossa terra e tudo o que lhe pertence desfruta de um período fértil.

Os poderes ocultos das plantas, animais e minerais simpatizam magicamente com as 'naturezas superiores', e a alma divina do homem está em perfeita inteligência com essas 'inferiores'.

Mas durante os períodos estéreis, estas últimas perdem sua simpatia mágica, e a visão espiritual da maioria da humanidade fica tão cega que perde toda noção dos poderes superiores de seu próprio espírito divino.

Estamos em um período estéril: o século dezoito, durante o qual a febre maligna do ceticismo irrompeu tão irreprimivelmente, legou a incredulidade como doença hereditária ao século dezenove.

O intelecto divino está velado no homem; apenas seu cérebro animal filosofa." E filosofando sozinho, como pode compreender a "DOUTRINA DA ALMA"?

Para não romper o fio da narrativa, daremos algumas provas marcantes dessas leis cíclicas na Parte II, prosseguindo enquanto isso com nossas explicações sobre os ciclos geológicos e raciais.

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O SEGREDO DA QUEDA DOS ANJOS.